População carcerária do Brasil é a 3ª maior do mundo

A população carcerária do Brasil conseguiu ultrapassar a russa e só ficou atrás dos Estados Unidos e da China. Enquanto a russa tem 607 mil, a do Brasil tem 726 mil de detentos. Já os americanos e os chineses estão no topo da lista, com 2 milhões e 1,6 milhão de pessoas presas, respectivamente. Os dados são do Levantamento Nacional de informações Penitenciárias (Infopen).

Pelo menos 40% dos encarcerados no Brasil são presos provisórios e aguardam julgamento. O que contribui para que país tenha uma das maiores taxas de encarceramento por 100.000 habitantes. Ele atinge 342, passando os chineses com 118 presos por 100 mil habitantes. Esse índice só é mais alto nos EUA (666) e na Rússia (448). O Brasil é frequente crescimento da taxa desde 1995.

Ao compararmos com 1990, ano em que esse levantamento foi feito pela primeira vez, a população carcerária saltou de 90 mil para 726 mil. Cabe destacar que nesse período a população brasileira cresceu apenas 39%. Estão inclusas nesses números as pessoas presas por condenação e aquelas que aguardam julgamento.

Maioria população carcerária do Brasil vive em unidades superlotadas

Do outro lado, o número de vagas no sistema penitenciário brasileiro diminuiu. Foram cortadas 3.152 vagas e entraram 28.094 novos presos entre o fim de 2015 e o primeiro semestre de 2016. Com isso a taxa de ocupação nas prisões brasileiras saltou de 188% para 197%. No geral, nove em cada 10 detentos vivem em unidades superlotadas. Segundo o Ministério da Justiça, o limite recomendado é no máximo 137,5%. Mas todos os Estados já ultrapassaram esse número.

Em relação ao perfil dos detentos, continua sendo homens negros (64%) entre as idades de 18 a 29 anos (30%), com ensino fundamental incompleto (75%) presa por crimes ligados ao tráfico de drogas (30%) ou roubos e furtos (22%).

 

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