Você sabia que a alergia alimentar pode causar rinite?

Não são só os ácaros, a poeira e a mudança de clima que desencadeiam um episódio de rinite alérgica. Alimentos também pode ocasionar crises de rinite.
Em alguns casos, o que está por trás do nariz escorrendo e dos espirros é, na realidade, uma alergia alimentar desconhecida.

Isso ocorre porque; quando o corpo do alérgico entra em contato com um agente específico, como o leite ou o ovo; o sistema imune reage exageradamente para tentar se defender do suposto “agressor”. Que é, na verdade, inofensivo.

Pois bem: esse alarme falso libera tropas de defesa para o corpo todo. Por isso a repercussão pode ser geral.

A situação, vale frisar, não é frequente. “Para se ter ideia, só 8% das manifestações de alergia alimentar são respiratórias”; destaca Ana Paula Moschione Castro, alergista e imunologista do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Se pensarmos que 4% da população adulta tem alguma dessas alergias; dá para calcular que um público relativamente pequeno descobrirá por causa das vias aéreas um transtorno do tipo. Já a rinite alérgica, que tem um processo até parecido de resposta imunológica, mas por conta de outros fatores, é bem abrangente. O estudo mais robusto sobre o assunto aponta uma média de 25% de acometidos no Brasil.

Como saber se crise de rinite foi devido a comida

Fique atento ao horário do acesso de tosse ou da espirradeira. “As alergias alimentares do tipo IgE mediadas, como a do leite de vaca e do ovo, manifestam sintomas até duas horas depois da ingestão do alimento”, aponta Ana Paula.

Se o intervalo confere, é preciso fazer uma investigação para saber qual ingrediente será limado do cardápio. Além da proteína do leite e do ovo, que são os gatilhos mais comuns do Brasil, outros itens desencadeiam reações, como amendoim e demais oleaginosas, camarão, trigo e soja.

Se a pessoa já sabe que é alérgica e percebe que, fora inchaço, pele vermelha e coceira, algo está errado com a respiração; melhor ficar especialmente atento. “Esses sintomas estão relacionados com a gravidade da crise e podem caracterizar o princípio de uma anafilaxia. Quadro que exige atendimento imediato”, diferencia Ana Paula.

 

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