Após cancelamento de blocos na Barra, RioTur aplicará multas em 2018

O motivo, segundo a Prefeitura, foi a elevada quantidade de reclamações e incidentes que ocorreram. Para o Jardim Oceânico, as mudanças já começaram, a Superintendência Regional da Barra decidiu cancelar dois eventos neste fim de semana. Um deles, era o bloco Eu sou normal, mas o Coco é Loko”, organizado por um quiosque da orla.

O objetivo é evitar aglomerações como a registrada na última terça-feira (28), quando cem mil pessoas brincaram no Bloco da Gold. O público esperado era de apenas cinco mil.

Não é de hoje que a possibilidade de haver a necessidade de uma permissão da prefeitura para o desfile de blocos, vem à tona. Integrantes dos cerca de 40 blocos, que saem pelas ruas no Rio sem permissão, alegam que a Constituição assegura a liberdade de reunião bem como a de manifestações culturais. O coordenador de carnaval da Riotur, Mario Filippo, disse que muitos desses grupos arrecadam recursos com a realização de eventos fechados e a venda de camisas e bebidas:

“Em tese, essa captação de recursos configura exploração de atividade econômica, realizada muitas vezes em pontos da cidade que não estão preparados para recebê-la. Por isso, os desfiles têm que ser autorizados pelo poder público. Nossa intenção não é punir. Este ano, vamos emitir apenas advertências e procurar os organizadores para dialogar “ , disse Filippo.

A RioTur informa que vai pedir um estudo à Procuradoria Geral do Município (PGM) para ter respaldo jurídico e conseguir multar os organizadores de blocos que saírem sem autorização. Esses desfiles terão que seguir as normas e respeitar o calendário oficial da prefeitura. Na Barra, duas áreas serão estudadas. O superintendente regional do bairro, Thiago Barcellos, disse que os blocos poderão ser transferidos ano que vem para o início da Praia da Reserva ou para o Parque Olímpico.

Deixe uma resposta