Bicicleta ultrapassa metrô e moto na escolha dos brasileiros

A bicicleta segue agradando cada vez mais os brasileiros. Estes, cada vez mais cansados das lotações, falta de conforto e a insegurança dos transportes públicos. Isso também é visto no topo da lista, o qual o carro está inserido. A lista dos meios de locomoções ideais no Brasil é fruto de uma pesquisa encomendada pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS) junto com o Instituto Escolhas.

Na visão do coordenador de transportes do ICS, Walter Figueiredo Di Simoni, o usuário de transporte público convive diariamente com péssimos exemplos. Além deles contribuírem para o aumento da poluição e engarrafamentos.

Meio de transporte ideal para os brasileiros, segundo o ICS:

  1. Carro (30%)
  2. Ônibus (19%)
  3. Bicicleta (16%)
  4. Metrô (12%)
  5. Moto (11%)
  6. A pé (6%)
  7. Uber (3%)
  8. Trem (2%)
  9. Táxi (1%)

Outra pesquisa, essa feita em outubro de 2017 pela Ideia Big Data, apontou que 57% dos entrevistados consideravam a atuação das empresas de ônibus negativa ou muito negativa. Outros 39% enxergam positivamente ou muito positivamente as concessionárias de transporte público. No Centro-Oeste a má avaliação das empresas de ônibus chega a 67%.

Entre os 3 mil entrevistados, 51% pretendem comprar um carro nos próximos três anos. Dentro desse nicho, a maioria tem entre 16 e 34 anos (51%), curso superior completo ou incompleto (71%) e inclusos nas classes B e C.

Para os 49% que não tem como meta comprar um carro nos próximos três anos, o motivo principal é a falta de grana (49%). Já outros 25% dizem ter convicções pessoais para negar a compra do próprio automóvel.

Essa pesquisa da Idea Big Data já apontava o carro é o meio de transporte ideal. Mas ela divide a mesma preferência por renda familiar. Enquanto 32% possuíam verba de até dois salários mínimos, 25% tem verba de sete salários mínimos ou mais.

A pesquisa ainda mostrou que 49% das pessoas aderiram o Uber para se locomover. Esses, anteriormente, usavam ônibus, metrô ou trem para ir ao trabalho ou estudar. A quantidade dos que trocaram o táxi pelo  Uber chega a 37%.

 

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