Cabral recebeu R$50 milhões em propina das obras da linha 4 do metrô

Benedicto Júnior, executivo da Odebrecht, revelou em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) que o ex-governador Sérgio Cabral recebeu R$ 50,5 milhões em propina durante a execução do contrato da Linha 4 do metrô. O delator também cita o ex-secretário estadual de Transportes do Rio Julio Lopes, que teria recebido R$ 4 milhões.

Fiz um pedido ao governador Sérgio Cabral se ele poderia ter uma conversa com alguém da Queiroz Galvão para que ela não exercesse, e que eu entrasse no consórcio. Eu não perguntei, não sei se ele fez o pedido, mas a Queiroz permitiu que eu adquirisse a participação da Constran e, a partir desse momento, a Odebrecht passou a ser sócia da concessionária”,disse o delator.Ele afirmou ainda que no meio da execução da obra, as construtoras que participavam do consórcio — Odebrecht, Queiroz Galvão e Carioca Engenharia — foram chamadas pelo governador Sérgio Cabral, que pediu que fossem incluídas no grupo mais três empreiteiras: Andrade Gutierrez, OAS e Delta.

O executivo disse que OAS e Andrade Gutierrez seriam bem-vindas, uma vez que a primeira era dona da concessionária Metrô Rio e a segunda é uma das empresas brasileiras com maior experiência em obras de metrô. No entanto, o consórcio resistiu à inclusão da Delta.

Com relação a Júlio Lopes, o executivo informou que Marcos Vidigal, diretor de contrato responsável pela execução da obra, foi procurado por um executivo da Queiroz Galvão, com um pedido de pagamento de propina ao então secretário estadual de Transportes.

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