Cariocas fazem mais compras online durante a quarentena

As compras online, durante a quarentena causada pelo novo coronavírus, viraram objeto de estudo do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). Este, realizou um levantamento sobre como a quarentena tem mudado os hábitos de consumo dos cariocas. O levantamento ocorreu entre os dias 25 e 26 de março e contou com a participação de 1.099 moradores do estado do Rio de Janeiro.

O estudo mostra que 77,1% dos cariocas fazem compras online durante a quarentena, assim como buscam canais de compras alternativos. No período anterior à crise, eram 72,2%. E, Além disso, para 68,2%, o consumo online estará mais presente após esta crise. Entretanto, 62,7% dos entrevistados suspenderam decisões de compra neste período.

Na crise, 66,1% dos entrevistados pesquisam em sites do próprio estabelecimento para realizar suas compras online, contra 68,6% no período anterior à crise. A novidade é que os cariocas procuram canais de atendimento alternativos para serem atendidos. O WhatsApp tem auxiliado 29,5% dos cariocas que fazem compras online, contra 19,7% no período anterior ao vírus. Aplicativos como iFood e Uber Eats foram citados por 8,5% dos entrevistados, contra 4,5% no período anterior. 

Dentre os consultados, 18,5% realizam mais compras online; 30,4% mantiveram o número de compras, enquanto 28,2% fazem menos. Outros 22,9% dos entrevistados não fazem compras online.

Visão econômica sobre compras online durante a quarentena

O economista do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), Rafael Zanderer, destacou que o aumento de pessoas que fazem compras pela internet não pode ser confundido com valor de gastos. “Mais pessoas agora procuram canais online para fazer suas compras, entre os quais Instagram, o próprio site do estabelecimento, aplicativos, Facebook. As pessoas estão procurando mais, o que não significa que estão gastando mais“.

Para o economista, a pesquisa confirma um comportamento já esperado dos consumidores que não podem sair de casa para fazer compras presenciais. Ao mesmo tempo que sinaliza uma mudança na preferência de adotar como hábito a compra em canais alternativos pela internet. “No final das contas, tem uma coisa conjuntural, que é a infecção, o vírus, que te impede de sair de casa e, por isso, você tem que fazer compras online. Mas isso acaba propiciando uma mudança que é estrutural. Ou seja, as pessoas vão passar a fazer mais compras online mesmo depois que a covid-19 passar. É uma mudança de hábito que não é trivial. É uma coisa estrutural“.

Rafael Zanderer destacou também que “muito provavelmenteo faturamento do canal online diminuiu nesse período de pandemia do coronavírus, embora menos do que o canal de compras presencial.

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