Desigualdade no Brasil é umas das maiores do mundo

A desigualdade no Brasil é uma das maiores do mundo, segundo a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, uma compilação de dados globais.
Segundo dados do relatório, em 2015, 27% da renda do Brasil estavam nas mãos do 1% mais rico da população – a maior discrepância do planeta. Na comparação, o país aparece à frente, por exemplo, de Rússia (20%), EUA (20%), China (14%) e Índia (21%).

O resultado acompanha uma tendência mundial. A renda cresceu para todos, inclusive os mais pobres, mas foram os ricos que abocanharam a maior fatia do crescimento. Em suas estimativas, os economistas responsáveis pelo estudo se mostraram preocupados com o possível agravamento da situação global até 2050.

Regiões que formam o pódio da desigualdade no mundo

As três regiões formam o pódio da desigualdade no mundo; África subsaariana (54%), Brasil e Índia (55%) e o Oriente Médio (61% da renda nas mãos dos 10% mais ricos). Segundo os pesquisadores, essas regiões são as “fronteiras da desigualdade”.

Os dados mostram que a desigualdade de renda aumentou desde 1980 em quase todas as regiões do mundo; mas o crescimento mais acelerado tem sido registrado na China, Rússia e Índia e na América do Norte. Enquanto os dados mostram que a fase de políticas mais igualitárias depois da Segunda Guerra terminou; as sociedades na América do Sul, África e no Oriente Médio se tornaram ainda mais desiguais.

De acordo com o estudo, intitulado World Inequality Report e que teve como um dos principais coordenadores Lucas Chancel, da Escola de Economia de Paris, além do próprio Piketty, autor do best-seller O Capital no século XXI, a parte da riqueza nacional nas mãos de 10% dos contribuintes mais ricos passou de 21% a 46% na Rússia e de 27% a 41% na China, entre 1980 e 2016. Nos EUA e no Canadá, este índice passou de 34% a 47%, enquanto na Europa foi registrado um aumento mais moderado – de 33% a 37%.

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