Desigualdade social? Saiba quando ela será amenizada no Brasil!

A desigualdade social no Brasil foi alvo do relatório da ONG britânica Oxfam. Seja ela entre ricos e pobres, mulheres e homens ou negros e brancos.

Se mantidas as tendências dos últimos 20 anos as mulheres só terão seus salários equiparados aos dos homens em 2047. E negros terão isonomia salarial em relação aos brancos apenas em 2089. O estudo é chamado de “A Distância que Nos Une – Um Retrato das Desigualdades Brasileiras”.

O relatório mostra ainda que os 5% que estão no topo da pirâmide econômica do Brasil concentram a mesma renda dos 95% restantes. E que um trabalhador que receba um salário mínimo mensal levará 19 anos para ganhar o mesmo que aqueles que integram o 0,1% mais rico do país recebem em apenas um mês.

Ainda segundo dados compilados pela ONG, quem tem rendimento de 80 salários mínimos tem isenção de cerca de 66% em impostos. Enquanto para quem recebe de 3 a 20 salários mínimos essa isenção é de cerca de 17%. E na faixa mais baixa, entre 1 e 3 salários mínimos, ela é de apenas 9%.

Imposto é o principal motivo da desigualdade social no país

Em 2016, Joesley Batista, pivô de um dos maiores escândalos de corrupção do país, pagou em impostos menos de 1% do que recebeu como administrador (R$ 2,2 milhões) e acionista (R$ 103 milhões) de suas empresas.

O dado consta na declaração de Imposto de Renda entregue por Batista à Procuradoria-Geral da República. Isso no âmbito do acordo de delação premiada e vazada meses atrás. Mas, neste caso, não existe ilegalidade.

É que no sistema tributário brasileiro, quanto mais se ganha menos se paga em impostos proporcionalmente. O que tende a perpetuar os altos índices de desigualdade do país.

 

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