Erro de jurado tirou o título da Mocidade do Carnaval 2017

Após um mês do Carnaval do Rio de Janeiro ter a  como a grande campeã do ano, a Mocidade Independente de Padre Miguel questiona um décimo perdido no quesito enredo que a fez perder a disputa.

Isso porque, na justificativa citada pelo jurado de Enredo, Valmir Aleixo Ferreira, faltou o destaque de chão chamado “O esplendor dos 7 mares”.

“Enredo fantástico de grande densidade cultural sustentado pela circularidade narrativa dos Halakis. Porém não apresentou o destaque de chão O esplendor dos 7 mares que executa função narrativa dentro do enredo, comprometendo assim sua leitura”, justificou erradamente Aleixo.

No entanto, a escola afirma que a alegoria não estava prevista na sinopse entregue à Liga Independente das Escolas de Samba antes do carnaval. Se a Mocidade tivesse alcançado três notas 10 no quesito, seria campeã do Carnaval 2017 após 21 anos. A verde e branco ganharia da Portela no desempate em comissão de frente, como explica o comentarista de Carnaval da Band News, Bruno Filipo.

Por meio de nota, a Liga Independente das Escolas de Samba comunicou que na primeira versão do resumo enviado pela Mocidade havia o destaque citado pelo julgador. No entanto, um segundo resumo foi entregue no dia do desfile e, por isso, a liga acredita que ouve um erro de comunicação.

A presidência da Mocidade não quer o título, mas questiona o despreparo do julgador e cobra mais responsabilidade para todos os profissionais envolvidos. A agremiação também não se mostra disposta a entrar na justiça para receber o título. Procurada, a presidência da Portela disse que não vai comentar o caso.

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