Estátua de Drummond é alvo de vandalismo pela 11ª vez

A estátua em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade, instalado na orla de Copacabana, foi, novamente, alvo da ação de criminosos.
Os óculos da estátua, incluindo o aro e parte das hastes do acessório, foram furtados. Ainda não se sabe exatamente quando o roubo ocorreu. Esta é, pelo menos a 11ª vez, desde a sua instalação, há 15 anos, que o monumento esculpido em bronze é alvo de avarias, pichações ou que tem os óculos furtados por ações de vândalos. Os prejuízos causados pela depredação ainda não foram calculados.

Um vídeo registrado por uma câmera de monitoramento da Avenida Atlântica pode ajudar a identificar o responsável pelo crime. Em uma das imagens analisadas pela polícia, é possível ver um homem com uma mochila em uma das mãos e vestindo uma camisa listrada e boné chutando com violência o rosto da imagem do escritor. O impacto do chute leva os óculos ao chão. Em seguida, o autor da ação pega os óculos e deixa o local.

A assessoria da Polícia Civil informou que foi instaurado procedimento para apurar crime de dano ao patrimônio público. Com pena que varia entre 6 meses a 3 anos de prisão, além de multa.

Responsável pela manutenção do monumento, a Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) informou que o boletim de ocorrência foi aberto na delegacia da área.

A estátua é vítima de vandalismo com frequência

A estátua de Drummond é de autoria do artista plástico Leo Santana e foi instalada em 2002 para a comemoração do centenário de nascimento do escritor. Desde então, ações contra o monumento, que atrai turistas e admiradores, foram recorrentemente cometidas por vândalos, num comportamento reforçado pela impunidade. No ano passado, além de ter os óculos furtados, a estátua também foi chutada. As pancadas provocaram pequenas fissuras na cabeça da imagem.

Em 2008, a multinacional francesa Essilor/Varilux, de lentes oftálmicas, adotou a estátua. Assumindo a manutenção e a limpeza do monumento. A empresa substituiu os óculos do poeta quatro vezes. E também financiou a instalação de uma câmera voltada para estátua, de forma a afugentar os vândalos. O valor da última obra de restauro pago pela empresa ficou ficou na casa dos R$11,5 mil.

Em janeiro do ano passado, no entanto, a parceria da empresa privada com a prefeitura não foi renovada. Desde então, a manutenção do monumento está inserida na programação da Gerência de Monumentos e Chafarizes da Seconserma. O órgão informou que vai avaliar a reposição imediata dos óculos.

Outras estátuas instaladas na cidade também estão sem conservação. Que deveriam servir para relembrar obras de artistas, intelectuais e figuras históricas, além de enfeitar a cidade. Também sofreram vandalismo recentemente. É o caso das imagens de Noel Rosa, em Vila Isabel, Malba Tahan, na Cidade Nova, e de dom João VI, na Praça Quinze.

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