Liesa e agremiação são processadas por vítimas da Unidos da Tijuca

As vítimas do acidente com um carro alegórico da Unidos da Tijuca, durante o desfile de carnaval, entraram com três ações por danos morais e materiais contra a agremiação. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) é ré em dois destes processos.

Em um dos casos, o juiz Rafael Cavalcanti Cruz, da 52ª Vara Cível do Rio, concedeu liminar obrigando a escola a pagar 20 sessões de fisioterapia para a bailarina Joana Araújo Martins, sob pena de multa diária de R$ 300 em caso de descumprimento. Alegando que a vítima, por ser bailarina, depende do tratamento para voltar a trabalhar.

Parte da estrutura de um dos carros alegóricos da Unidos da Tijuca desmoronou e atingiu 12 integrantes da escola, na madrugada do último dia 28 de fevereiro, durante o desfile da agremiação.

A Polícia Civil indiciou dois funcionários da empresa Berg Indústria Mecânica pela queda no carro. O inquérito da 6ª DP (Cidade Nova) concluiu que o desabamento ocorreu devido a uma falha de um funcionário que ficava dentro do carro enquanto o desfile acontecia. Essa pessoa deveria acionar quatro traves do elevador hidráulico que sustentava o terceiro andar do veículo. Porém, apenas duas foram acionadas.

A investigação também determinou que não houve excesso de peso na alegoria: conforme o projeto do carro, o terceiro andar tinha capacidade para oito pessoas, quantidade suficiente de integrantes que desfilaram no local. A Liesa informou que ainda não foi notificada sobre as ações. A Unidos da Tijuca também declarou não ter recebido notificações, mas que prestou “suporte a todos os acidentados”.

Sobre o caso da bailarina, a assessoria de comunicação da escola afirmou que cinco sessões de fisioterapia e um exame de imagem do joelho já haviam sido pagas.

 

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