Mais de 500 candidatos usam títulos religiosos

Mais de 500 candidatos utilizam títulos religiosos como pastor, padre ou bispo nos nomes de urna declarados nos pedidos de registro de candidatura.

Ao menos 521 candidatos nestas eleições utilizam títulos religiosos no nome de urna, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2014, foram 489 pedidos de candidatura, de acordo com o levantamento.

O nome de urna é uma das principais formas usadas pelos candidatos para chegar ao eleitor. Assim, sendo utilizado durante toda a campanha. Todos os candidatos devem indicar um nome de urna no pedido de registro.

Segundo o TSE, o nome de urna pode ser um prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual o candidato é mais conhecido e deve ter no máximo 30 caracteres. Além disso, ele não pode deixar dúvida sobre a identidade do candidato nem utilizar nomes ridículos ou irreverentes.

Mais de 500 candidatos em busca da identificação do eleitor

Gabriela Figueiredo Netto, doutoranda em ciência política na USP, explica que essa prática faz com que eleitores de uma determinada religião possam identificar um candidato da mesma religião, produzindo um efeito de identidade de grupo. “Teoricamente ambos se aproximam das mesmas ideias e dos mesmos interesses.” Explica.

O principal título religioso utilizado nos pedidos de registro de 2018 é o de pastor ou pastora, em 313 casos. É seguido por irmã ou irmão (97) e missionário ou missionária (40).

Os dados levam em conta pedidos de candidaturas para todos os cargos em disputa nesta eleição – presidente e vice, governador e vice, senador e suplente, deputado federal e deputado (distrital, estadual e federal), excluindo candidatos que tenham feito mais de um pedido. Este número ainda pode aumentar, pois o balanço é parcial.

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