O drama da saúde pública no Rio

Fechamento de leitos e UPAS, redução de pessoal, desabastecimento de medicamentos. O drama da saúde pública no Rio piora a cada dia.

No dia 12 de maio foi comemorado o dia do enfermeiro. Estes profissionais, como outros envolvidos na saúde, lutam a cada dia, ultrapassando toda e qualquer adversidade, para fazer um dos trabalhos mais nobres da nossa sociedade. Salvar vida.

Não é novidade que no Rio de Janeiro, a saúde pública é caótica, mas com a crise financeira que o estado enfrenta, ganhou cenários mais dramáticos.

O Hospital Salgado Filho, no Méier, mais parecia uma praça de guerra. Pacientes graves internados em unidades intermediárias e superlotação até na recepção. E algo totalmente surreal. Pessoas internadas nos corredores com medicamentos fora do prazo de validade.

Fonte: O Globo

O problema não exclusivo do subúrbio. No Hospital Miguel Couto, no Leblon, as salas de emergências destinadas a pacientes adultos de média e alta gravidade apresentavam ocupação acima de sua capacidade. O Centro de Terapia Intensiva (CTI) e a Unidade Coronariana (UCO) estavam com todos os leitos ocupados.
Há falta de equipamentos até para o atendimento básico de emergência. Havia cinco pacientes com condições de alta no CTI, que não puderam ser transferidos para a clínica médica por falta de leitos.

No Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, além da superlotação, foi constatado uma redução da equipe médica plantonista em todas as especialidades. Havia falta de profissionais no CTI adulto e, durante a fiscalização, havia apenas um pediatra de plantão.

Fonte: O Globo

A crise geral do estado está chegando agora também no município, por que não é só no Pedro II e na emergência lá de Santa Cruz que está tendo essa redução. (…) A maternidade Mariska Ribeiro em Bangu nos procurou aqui preocupadas porque chegaram a receber aviso prévio, todos os funcionários porque não estavam repassando a dotação sanitária para eles. Nós temos o Salgado Filho. A prefeitura fechou 4 leitos de pacientes graves pediátricos, lá na emergência do Salgado Filho. O Souza Aguiar há mais de 1 ano foi fechado no CTI pediátrico, 6 leitos e agora parece que a crise, que e”stava afetando principalmente os hospitais estaduais e as UPAs estaduais, começa também a chegar nos hospitais municipais pela falta de repasse da dotação orçamentária.” – diz o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) Nelson Nahon.

O drama da saúde pública no Rio chega ao interior

O Hospital da Mulher em Cabo Frio fechou, 5 UPAs fechadas no Rio de Janeiro, São João de Meriti, Barra Mansa, Itaguaí, Angra dos Reis e uma UPA também em Cabo Frio. O estado não repassa há mais de 1 ano o valor mensal R$500 mil para as UPAs dos municípios.

Fonte: RC24 horas

Há hospitais sem seringa, soro fisiológico, ou que reduziram o quadro médico. Sobrecarregando os enfermeiros e técnicos.

Nahon afirmou também que a população “corre sérios riscos no seu atendimento” . Por lei o estado deveria repassar para saúde 12% do orçamento mas que atualmente só está repassando 5%. Nahon colocou também que o estado do Rio tem deixado de investir em Saúde mais de R$2,5 bilhões. Soma de recursos não se compara com a dívida pública do estado que chega hoje aos R$100 bilhões. Foi gasto R$4 bilhões esse ano no pagamento dos juros e amortizações da dívida pública.

Todos os dados foram retirados do relatório do próprio CREMERJ.

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