Orla do Conde vive situação de descaso

A Orla do Conde, ou Boulevard Olímpico, é um dos maiores legados olímpicos vive dias de decadência. A região está cheia de buracos, placas de piso soltas e quebradas, mobiliário urbano danificado e áreas tomadas por moradores de rua. Vale lembrar que não tem nem dois anos de finalização das obras. 

A responsabilidade da manutenção da Orla do Conde foi “dividida”. Quem controla é a prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp).

O espaço entre a Praça da Candelária e a Praça da Misericórdia é controlada pela Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma). Já a parte da Candelária até a Avenida Rodrigues Alves (incluindo a Praça Mauá) é com as equipes da Cdurp.

População diz que Orla do Conde era bem cuidada nos primeiros meses

A parte mais desastrosa é a região da Praça Quinze. O local está com crateras na pista de rolamento, junto à Baía de Guanabara, e três bancos de madeira quebrados.

Os frequentadores do local afirmam que nos meses após a inauguração, sempre haviam funcionários do Porto Maravilha fazendo reparos. Segundo eles, o serviço não demorava para ser feito. Mas agora, quando o piso solta, passam duas, três, quatro semanas e nada acontece.

Na área próxima aos museus os pedestres precisam se atentar a dois bueiros de concreto. Eles quebraram e afundaram próximo ao Museu do Amanhã. Já na Praça Mauá e no trecho em frente aos armazéns, tem vários bancos de concreto com rachaduras e faltando pedaços.

Contrato de manutenção da Orla do Conde chegou a ser interrompido

Em julho de 2017 o contrato entre o município e a concessionária Porto Novo foi interrompido por falta de verbas. Mas em novembro do mesmo ano o contrato foi retomado. Graças a um aporte de R$ 150 milhões feito pela prefeitura no capital da Cdurp. Isso garantiu a manutenção das obras até junho de 2018.

A Seconserma declarou em nota “que a obra da Orla Conde foi executada pelo Consórcio Porto Novo e, por isso, tem mantido contato com a Cdurp e com a Porto Novo, pois a secretaria entende que os reparos e a pavimentação em granito devam ser feitos por ambas. Além disso, a Cdurp e a Porto Novo já foram acionadas para dar ‘garantia de obra’, por tratar-se de trechos em cuja extensão os problemas encontram-se na área de atuação destes órgãos.”

Já a Cdurp disse que a conservação da área em frente à Praça Mauá é de responsabilidade do Museu do Amanhã. Afirmou ainda que os bancos, que têm sido danificados por manobras de skatistas, são substituídos de forma permanente.

O Museu do Amanhã afirmou, por e-mail, que “a manutenção da área externa é de responsabilidade da concessionária contratada Porto Novo. E esse calendário é executado e aprovado pela Cdurp”.

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