Tribunal de Justiça aponta que apenas 9% dos presos do Rio estudam

Dos 51 mil presos do Rio de Janeiro, apenas 9% do total estudam, e só 15% trabalham. Os números são do novo portal do Tribunal de Justiça (TJ).

A iniciativa é do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Sistema Carcerário. Uma das organizadoras é a juíza de direito Raquel Chrispino. Segundo ela, o portal reúne em um só local dados que já existiam, mas que estavam dispersos.

Presos do Rio não estudam devido as facções criminosas

Sobre a baixa taxa de presos estudando, a juíza atribuiu o problema às peculiaridades do sistema carcerário fluminense, dividido em facções criminosas, que não podem ser misturadas nem mesmo nas salas de aula, e às dificuldades dos professores em lecionar nas prisões.

Segundo Raquel Chrispino, 80% dos 2,5 mil adolescentes atualmente apreendidos no Rio de Janeiro abandonaram a escola antes de chegar às unidades de internação.

Outro dado disponível no portal mostra que 59% dos presos têm entre 18 anos e 29 anos. Segundo a juíza, abrange a fase mais produtiva da vida. “Nós temos 41% dos 51 mil presos na faixa de 22 a 29 anos, uma faixa de produção, de juventude e trabalho. É mão de obra perdida. Seriam jovens aprendizes entrando no mercado de trabalho, mas estão presos”.

Os números também revelam que atualmente há 11 bebês vivendo com suas mães no sistema carcerário do Rio, e 15 idosos com 80 anos ou mais cumprindo pena.

De acordo com Tribunal de Justiça, o sistema penitenciário fluminense está superlotado, com 180% de sua capacidade. Do total de presos no sistema do Rio, 48.965 são homens e 2.042 são mulheres.

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