Privatização da CEDAE poderá trazer benefícios

De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades, em 2015 as empresas privadas trataram 79,24% do esgoto em municípios fluminenses, e nem sempre foi preciso reajustar tarifas para melhorar o serviço.

Em Niterói, por exemplo, a Concessionária Águas de Niterói trata 93% do esgoto da cidade e, de acordo com o engenheiro civil Cláudio Abduche, diretor-presidente do Grupo Águas do Brasil, do qual faz parte a Águas de Niterói, afirma que, atualmente, um contribuinte que gasta, em média, 15 m³ de água paga R$ 44,24 em Niterói, enquanto a CEDAE cobra R$ 46,42 e trata 29,46% dos resíduos.

“Não há necessidade de aumentar as tarifas no Rio, quando a Cedae passar para a iniciativa privada. O valor cobrado pela estatal não é ruim. É possível prestar um bom serviço ao consumidor, mas há necessidade de uma gestão de eficiência. Quando assumimos Niterói, em 1999, tivemos que levar água à Região Oceânica em um ano” explicou Abduche, lembrando que a empresa atende a 492 mil habitantes.

Em nota, a CEDAE esclareceu que não considera corretos os dados da pesquisa que mostra que companhia trata apenas 29,46% do esgoto em sua área de atuação, dizendo que “não é possível realizar comparações de eficiência somente por meio de indicadores padronizados sem contextualizá-los”.

Fonte: O Globo

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