Cidadania

Produtos piratas são apreendidos em mercados populares do RJ

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 16 de março de 2020
Produtos piratas são apreendidos em mercados populares do RJ

Os produtos piratas fazem parte do cotidiano do carioca. Assim sendo, mercados populares como a Uruguaiana e a Saara são alvos fáceis de consumo e investigações. Na última quinta-feira (12), agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam 18 toneladas de produtos e materiais falsificados ou contrabandeados. Somando, portanto, R$ 17 milhões em mercadoria e imenso prejuízo econômico.

Segundo a Polícia Civil, nove lojas de vestuário são investigadas por venda de produtos piratas. A mercadoria, com quase dez toneladas, foi avaliada em R$ 5 milhões. Além disso, agentes encontraram depósito de materiais eletrônicos falsificados e contrabandeados. No local, cerca de oito toneladas avaliadas em R$ 12 milhões.

O delegado Mauricio Demetrio, titular da especializada, afirmou que a investigação teve início após uma denúncia anônima de marcas falsificadas. Depois das apreensões, sete pessoas foram conduzidas para a delegacia e responderão por venda de produtos falsos e contrabandeados, com pena que pode chegar a nove anos.

Ademais, um levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio (IFec RJ) mostrou que aproximadamente 26% da população do RJ comprou produtos piratas no ano de 2019, o equivalente a 3,3 milhões de pessoas. O IFec RJ estima que as perdas econômicas para o estado do Rio de Janeiro tenham atingido aproximadamente R$ 822 milhões.

As roupas falsificadas figuram o topo do ranking dos itens mais consumidos de forma ilegal, com 37,8%. Em segundo e terceiro lugares estão a pirataria eletrônica, com o download pela internet de filmes (25,5%) e música (22,4%), respectivamente. Em seguida foram mencionados óculos (24,5%), equipamentos eletrônicos (20,4%), calçados/bolsas (17,3%), brinquedos (17,3%), relógios (16,3%). Bem como, programas de computador (13,3%), tv por assinatura (11,2%), cigarros (10,2%), perfumes (9,2%) e artigos esportivos (7,1%).

Os produtos piratas podem causar danos

Para o diretor do Instituto Fecomércio (IFec RJ)João Gomes, a pirataria pode causar danos aos próprios consumidores a medida que produtos de baixa qualidade possam provocar acidentes.

Além disso, o diretor alerta para os danos econômicos, tendo em vista que produtos piratas que não são taxados na sua produção, importação ou comercialização, acabam prejudicando a arrecadação. E, promovem uma concorrência desleal ao comércio formal, contribuindo para o desemprego e o aumento da criminalidade.

Assim sendo, com o objetivo de debater e encontrar caminhos para o combate ao mercado ilegal no estado do Rio, a Fecomércio RJ e o IFec RJ idealizaram o Conselho de Combate ao Mercado Ilegal.

Para que possamos discutir medidas que ajudem no combate dessa prática, vimos a necessidade da criação de um conselho para trocar informações e dados com especialistas da área visando ajudar e atuar no combate às práticas do mercado ilegal nos mais diversos setores“, declarou João Gomes.

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