Produtos piratas são apreendidos em mercados populares do RJ

Os produtos piratas fazem parte do cotidiano do carioca. Assim sendo, mercados populares como a Uruguaiana e a Saara são alvos fáceis de consumo e investigações. Na última quinta-feira (12), agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam 18 toneladas de produtos e materiais falsificados ou contrabandeados. Somando, portanto, R$ 17 milhões em mercadoria e imenso prejuízo econômico.

Segundo a Polícia Civil, nove lojas de vestuário são investigadas por venda de produtos piratas. A mercadoria, com quase dez toneladas, foi avaliada em R$ 5 milhões. Além disso, agentes encontraram depósito de materiais eletrônicos falsificados e contrabandeados. No local, cerca de oito toneladas avaliadas em R$ 12 milhões.

O delegado Mauricio Demetrio, titular da especializada, afirmou que a investigação teve início após uma denúncia anônima de marcas falsificadas. Depois das apreensões, sete pessoas foram conduzidas para a delegacia e responderão por venda de produtos falsos e contrabandeados, com pena que pode chegar a nove anos.

Ademais, um levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio (IFec RJ) mostrou que aproximadamente 26% da população do RJ comprou produtos piratas no ano de 2019, o equivalente a 3,3 milhões de pessoas. O IFec RJ estima que as perdas econômicas para o estado do Rio de Janeiro tenham atingido aproximadamente R$ 822 milhões.

As roupas falsificadas figuram o topo do ranking dos itens mais consumidos de forma ilegal, com 37,8%. Em segundo e terceiro lugares estão a pirataria eletrônica, com o download pela internet de filmes (25,5%) e música (22,4%), respectivamente. Em seguida foram mencionados óculos (24,5%), equipamentos eletrônicos (20,4%), calçados/bolsas (17,3%), brinquedos (17,3%), relógios (16,3%). Bem como, programas de computador (13,3%), tv por assinatura (11,2%), cigarros (10,2%), perfumes (9,2%) e artigos esportivos (7,1%).

Os produtos piratas podem causar danos

Para o diretor do Instituto Fecomércio (IFec RJ)João Gomes, a pirataria pode causar danos aos próprios consumidores a medida que produtos de baixa qualidade possam provocar acidentes.

Além disso, o diretor alerta para os danos econômicos, tendo em vista que produtos piratas que não são taxados na sua produção, importação ou comercialização, acabam prejudicando a arrecadação. E, promovem uma concorrência desleal ao comércio formal, contribuindo para o desemprego e o aumento da criminalidade.

Assim sendo, com o objetivo de debater e encontrar caminhos para o combate ao mercado ilegal no estado do Rio, a Fecomércio RJ e o IFec RJ idealizaram o Conselho de Combate ao Mercado Ilegal.

Para que possamos discutir medidas que ajudem no combate dessa prática, vimos a necessidade da criação de um conselho para trocar informações e dados com especialistas da área visando ajudar e atuar no combate às práticas do mercado ilegal nos mais diversos setores“, declarou João Gomes.

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