Professores da Uerj fazem paralisação de 24h

Em votação apertada, professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) determinaram, em dar sequências às aulas, que foram retomadas na segunda-feira (10). A votação, feita durante uma assembleia que durou cerca de cinco horas, aconteceu momentos após o reinício do ano letivo.

Apesar da votação contra a greve, os docentes anunciaram que estão previstas manifestações nesta terça-feira (11) e, por esse motivo, terá paralisação durante todo o dia.

Os docentes protestam pelo não pagamento dos salários de fevereiro e março, além do 13º salário. Uma nova assembleia, ainda sem data marcada, vai definir os rumos da categoria.

No primeiro dia do retorno ás aulas, alguns servidores da universidade realizaram protestos e fecharam as ruas no entorno da Uerj. Além do atraso de salários, os manifestantes requisitaram a saída de Luiz Fernando Pezão do Governo do Estado.

O reitor da universidade, Ruy Garcia Marques, alegou que não há perspectiva para a solução dos problemas no curto prazo. O calendário para pagamento de professores, técnicos e bolsistas ainda não foi definido.

“Não há nenhuma promessa a curto prazo pra resolução disso. A única promessa que existe é que a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Social vem trabalhando no sentido e os alunos cotistas possam receber suas bolsas relativas a fevereiro o mais rapidamente possível”, disse Ruy Garcia Marques.

Segundo Ruy, apesar de ainda não tem o calendário de pagamento de servidores, bolsistas e técnicos, a universidade está com alguns de seus serviços essenciais em dia e, por isso, foi decidido o retorno das aulas. O reitor da universidade voltou a afirmar que essa é a pior crise da história da Uerj.

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