Ricos nunca foram tão ricos, diz estudo apresentado pela Allianz

Dez anos após a crise financeira global, o mundo está mais rico do que nunca. Os que já eram ricos, ficaram mais. Como podemos explicar isto?
O crescimento constante nos países industrializados e a expansão nas bolsas de valores deixaram os ricos ao redor do mundo ainda mais ricos em 2016, de acordo com o Relatório da Riqueza Global, apresentado pela companhia de seguros Allianz.

A empresa divulgou estimativas de que a riqueza global bruta de patrimônios privados cresceu 7,1%. E atingiu o valor recorde de 169,2 trilhões de euros. Na avaliação estão incluídos depósitos bancários, títulos, assim como seguros e fundos de pensão, mas não considera bens imobiliários.

De acordo com a Allianz, quase 70% do aumento foi atribuído a mudanças de valor de ações e títulos. No montante líquido, após a subtração de dívidas. A riqueza mundial aumentou 7,6% para 128,5 trilhões de euros – outro recorde.

Em quase todos os países industrializados, dois terços do dinheiro recém-adquirido foi aplicado em depósitos bancários. Mesmo com as baixas taxas de juros.

Na lista dos países com os orçamentos privados mais ricos do mundo, a Alemanha ocupa o meio da tabela. No quesito dinheiro líquido per capita, a maior economia da Europa ocupou a 18ª colocação (49.760 euros), enquanto na riqueza bruta terminou em 19ª (70.350 euros).

Os ricos do Brasil

Para efeito de comparação: o Brasil somou 4.980 euros (41ª colocação no ranking mundial) no quesito riqueza líquida per capita, enquanto somou apenas 8.410 euros (40ª posição) na somatória bruta. O estudo da Allianz avaliou 53 países.

As seis pessoas mais ricas do Brasil possuem uma riqueza equivalente ao patrimônio de 100 milhões de brasileiros com menos recursos, metade da população do país, segundo um relatório divulgado na segunda-feira (25) pela organização Oxfam.

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