Ruas do Rio com alto índice de roubo não recebem entrega dos correios

Devido ao alto índice de roubo em algumas ruas da cidade do Rio, moradores não recebem suas correspondências em dia através dos correios.
Do Estádio Nilton Santos, o Engenhão, até o Cemitério de Inhaúma, os pouco mais de dois quilômetros da Rua José dos Reis cruzam três bairros da Zona Norte do Rio. Além de Engenho de Dentro e Inhaúma, nas extremidades, a via passa por Pilares.

Porém, não importa a altura. Quem mora ali não consegue receber normalmente as encomendas via Sedex. Em metade da rua, uma das que mais registraram roubos a pedestre na cidade no primeiro semestre do ano, o prazo para que o pedido chegue é sete dias maior; à outra, por conta de altos índices de violência, o Correios sequer chega.

A situação da José dos Reis compõe um levantamento feito a partir de dados da Polícia Civil. Indicando as 30 ruas com mais roubos a transeuntes entre janeiro e junho. E do cruzamento com informações sobre restrições de entrega disponíveis no site do Correios.

De 135 CEPs analisados, situados nas 30 vias em questão, 49 sofrem com algum tipo de dificuldade para receber em casa suas encomendas. Desses, em 38, espalhados por 11 ruas, a entrega demora uma semana a mais. E em outros 11 ela não ocorre, obrigando o morador a se deslocar até um posto de coleta.

Das 11 vias afetadas, dez ficam na Zona Norte, e só uma na Zona Oeste (a Rua Coronel Tamarindo, em Bangu). O bairro que mais sofre com esse cenário é o de Madureira. Ficam na região as duas ruas com mais roubos a pedestres no semestre. A Conselheiro Galvão (136 casos) e a Carolina Machado (103). Em toda extensão da primeira, onde se encontra a sede do clube de futebol que carrega o nome do bairro, um dos mais tradicionais do subúrbio carioca. Lá o prazo de entrega via Sedex também é acrescido de sete dias, tal qual acontece em parte da segunda.

Correios falam em garantir a integridade

Procurado, os Correios afirmam que as Áreas de Restrição de Entrega de Encomendas (AREs) são estabelecidas com base em mapas de risco. E  também pela incidência de assaltos a veículos de carga da empresa.

A empresa alega ainda que a restrição é temporária. E tem o objetivo de garantir a segurança dos clientes e trabalhadores, além da “integridade das encomendas postais”. A nota fala também em “condições de acesso”.

Por fim, o Correios frisam que a entrega de correspondências, como cartas e boletos bancários, é feita de modo normal. Mesmo nesses locais de risco.

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