Um ano após o acidente no Sambódromo, grades continuam danificadas

Quem passa pelo trecho da Marquês de Sapucaí ainda lembra da tragédia do ano passado, quando uma alegoria desgovernada matou uma radialista e deixou feridos no Sambódromo.

Até hoje, as grades no local do acidente, em frente ao Setor 1, continuam retorcidas. Há quem diga que são as mesmas que passaram por um conserto improvisado naquela noite de 26 de fevereiro.

A Riotur e a Secretaria de Conservação e Meio Ambiente se eximem de qualquer culpa no Sambódromo

E afirmam que a responsabilidade pela manutenção do lugar é da própria Liesa. É um jogo de empurra que perdura também na assistência às vítimas do desastre.

Imprensada entre uma grade e o carro alegórico, a fotógrafa Lucia Regina de Mello Freitas, por exemplo, tenta voltar a andar. Ela não sabe contabilizar quanto já gastou com o tratamento, mas cita o custo com curativos, devido a uma ferida aberta na perna esquerda.

O drama também não acaba para os parentes da radialista Elizabeth Ferreira Jofre, conhecida como Liza Carioca. Ela morreu em abril do ano passado, aos 55 anos. Dois meses depois de ser atropelada pelo carro da Tuiuti. Até hoje sua família não foi indenizada por nenhuma das partes envolvidas.

‘’ Não podemos deixar esse assunto morrer’’. Pede o marido dela, o radialista Paulinho Carioca. ‘’ Nos próximos dias, vai ter uma audiência de conciliação, porque não aguentamos mais esse descaso.’’

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com