WhatsApp anuncia planos para tentar combater fake news

O WhatsApp anuncia planos de distribuir bolsas de US$ 50 mil para pesquisadores estudarem a relação entre o aplicativo e fake news.

Com 120 milhões de usuários no Brasil, o WhatsApp está preocupado com o impacto da disseminação de notícias falsas pelo aplicativo durante a campanha eleitoral. Assim, para combater o problema, a empresa vai atuar em três frentes. São elas, o reforço da proximidade com autoridades, o uso de inteligência artificial para coibir abusos e a formação de parcerias com serviços de checagem de notícias.

“Queremos garantir a integridade das eleições e a segurança dos usuários”, disse o gerente de políticas públicas do WhatsApp, Ben Supple, em entrevista ao jornal “o Estado de S. Paulo”.

Em visita ao Brasil, ele também se reuniu com representantes de candidaturas presidenciais. Assim, ele apresentou como o aplicativo pode ser usado de forma responsável.

Somos uma ferramenta de comunicação importante. Não estamos encorajando ou treinando os políticos, mas é importante mostrar nossos limites”, explicou Supple.

WhatsApp anuncia planos de conscientização para seus usuários

A empresa também pretende realizar campanhas em jornais e na web para conscientizar os usuários. Segundo a empresa, é importante que os usuários entendam que segurança é coisa séria. Assim, reforçar o uso de inteligência artificial para varrer agentes maliciosos do aplicativo é outra meta prevista. Se um usuário mandar mil mensagens por minuto, é um sinal de que pode ser um robô”. Explicou Supple.

As iniciativas de combate as notícias falsas não serão apenas para o período eleitoral. Dessa forma, o executivo disse que a empresa está preocupada em lutar contra a violência e discurso de ódio.

Na Índia, correntes veiculadas pelo aplicativo têm provocado uma onda de linchamentos. Assim, para combater o problema, a empresa limitou o número de vezes que uma mesma mensagem pode ser encaminhada.

Segundo ele, este é um esforço global da empresa – só em maio, cerca de 9,9 milhões de contas foram questionadas (podendo posteriormente serem ou não suspensas) por semana devido a condutas suspeitas na rede, a partir do uso de inteligência artificial.

É um salto significativo: em dezembro do ano passado, eram apenas 6,4 milhões de contas desafiadas por semana.

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