Mais de 2,5 mil fuzis foram apreendidos no Rio em dez anos

Mais de 2,5 mil fuzis foram apreendidos no Rio em uma década. Os dados são da Secretaria de Segurança do Estado. Somente em maio e junho desse ano foram 90.

Entre 2007 e 2017 foram 2.757 fuzis apreendidos em todo o Estado do Rio. Em 2007 foram 214, já em 2016 foram 369, um aumento de 72%. A expectativa é que esse número seja ultrapassado em 2017. Para ter uma idéia, com 2.757 fuzis é possível abastecer 8,5 regimentos do exército.

“No Rio de Janeiro, traficante só tira onda de macho por conta disso, de ter o fuzil. A hora que tiver com pistola, ele vai dar meia volta”. Disse o secretário de Segurança, Roberto Sá, após a apreensão de 60 fuzis no Galeão, dia 1º de junho.

O próprio secretário já destacou que as apreensões de  armas chegam a uma por hora e um fuzil por dia. Em 2017 já foram 206 fuzis apreendidos.

Mais de 2,5 mil fuzis foram apreendidos no Rio em uma década.
Imagem: O Globo

“A existência dessas armas de fogo de alto poder de destruição na mão de criminosos acaba influenciando nos altos índices de criminalidade. A Desarme acredita que a maior ferramenta para evitar esses crimes graves é a investigação policial”. Afirma Fabricio Oliveira, delegado titular da DESARME, a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos, inaugurada em 20 de abril.

O chefe da Divisão de Homicídios, delegado Rivaldo Barbosa, também ressalta que o poder das armas afeta o aumento de homicídios.

“O problema do Rio de Janeiro é a quantidade enorme de armas que tem circulando nessas comunidades. Empiricamente, na sua grande maioria, 80% das mortes são por uso de arma de fogo”. Define o delegado Rivaldo.

As principais apreensões são realizadas nas rodovias federais e aeroportos. As últimas ações indicam que entre 60 a 70% das armas são fabricadas nos EUA. Outras vêm os países do Leste Europeu.

“Elas são uma importante porta de entrada, mas isso é uma estatística de apreensão. Há uma intensa fiscalização, e isso acaba representando um número muito grande de apreensões, mas a gente sabe que devemos ter atenção também com outras portas de entrada”. Continua  o delegado, citando ainda portos e aeroportos.

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