Os tipos de acomodações possíveis em um intercâmbio

Além de pensar no destino, no curso, na época e no objetivo da viagem, é preciso pensar também nos tipos de acomodação oferecidos.

Antes de tudo, é bom deixar claro que não existe acomodação “melhor” ou “mais correta” e sim a adequada ao seu estilo, à situação e ao tempo de estadia.

Não existe também a “mais barata”: os valores variam muito em cada destino.

Aliás, é fundamental levar em conta as características locais: a cidade é grande ou pequena? Quais são as opções de locomoção? Como é a cultura local e a receptividade a estrangeiros? Tudo isso deve exercer influência na sua escolha.

Intercâmbio em casa de família

O estudante se hospeda na casa de uma família (homestay), que se inscreve previamente no programa e que, portanto, está “oficialmente” apta a receber um estrangeiro.

Todas as famílias passam por avaliações, do governo e/ou da escola, antes de receberem um hóspede.

Prós: A vantagem de morar em uma casa de família é, sem dúvida, a imersão na cultura local. Você vai conhecer os hábitos, experimentar as comidas e vivenciar o dia a dia dos moradores. Além do mais, vai praticar o idioma fora da escola, “treinando os ouvidos” com nativos. Mesmo nas casas mais “desencanadas”, existem certas facilidades à mão, como comida no prato e roupa lavada.

Contras: As regras nas casas de família geralmente são mais rígidas e impostas pela família. Em algumas casas, por exemplo, há limite de horário para chegar e tarefas que devem ser realizadas, como limpar o quarto/banheiro e arrumar a cama. Não dá para levar amigos ou receber visitas sem consultar os moradores. Não é comum, mas na pior das hipóteses, você pode cair numa família não tão legal.

Morar em uma residência estudantil

As residências estudantis funcionam como uma espécie de alojamento para estrangeiros.

Os formatos variam bastante, mas a maioria oferece quarto individual, porém banheiro e cozinha são coletivos.

Pode ficar dentro da escola/universidade ou em prédios (geralmente) próximos ao local de estudo.

Prós: A interação com estudantes de várias partes do mundo. Na residência estudantil, você terá contato com pessoas como você, que estão ali para estudar e se divertir. Será uma oportunidade de fazer amizades fora da sala de aula. É um ambiente que costuma ser um pouco mais descontraído em relação à casa de família.

Contras: Na maioria das residências estudantis, é preciso compartilhar banheiro e/ou cozinha. Nesse caso, prepare-se para passar por alguns estresses e ter mais atenção com seus objetos pessoais. Há o risco também de você morar ao lado de brasileiros – o que pode não ser bom se o seu objetivo é realmente aprender e praticar outro idioma. Apesar de serem mais flexíveis, também existem regras impostas pela administração.

Morar em um apartamento

O estudante aluga e divide um apartamento comum com outras pessoas, de acordo com o que deseja e com o que pode pagar.

O banheiro pode ser individual (em casos de suíte), mas a cozinha é coletiva.

Prós: É a melhor opção para quem quer ter mais liberdade e privacidade. Questões referentes a horários, visitas, limpeza e organização são discutidas e decididas entre os próprios moradores. As únicas regras são as do prédio. Nem sempre é fácil, mas em algumas situações, você pode “montar” seu próprio apartamento, escolhendo com quem e com quantas pessoas quer morar durante seu intercâmbio. A infraestrutura (tamanho, localização, modernidade etc) varia de acordo com o que você está disposto a desembolsar.

Contra: A mesma liberdade, considerada positiva, pode gerar situações difíceis. Como não há regras tão rígidas, alguns moradores abusam, por exemplo, do barulho e da bagunça. É preciso também ser mais disciplinado para lidar com gastos e pagamentos de contas. Alguns apartamentos não vêm totalmente mobiliados, o que pode ser grande problema, considerando que os intercambistas estão de passagem e não querem gastar com móveis ou acessórios de cozinha – por isso, informe-se sempre e prefira os mais equipados. Morar em um apartamento não é a opção mais barata para fazer seu intercâmbio.

Se hospedar em um hotel durante o intercâmbio

Local onde o estudante se hospeda, com direito a limpeza diária, troca de toalhas e, em alguns casos, com café da manhã incluído.

Prós: O conforto e a localização geralmente privilegiada. O hotel é uma boa opção para os primeiros dias de adaptação e para quem têm a intenção de alugar um apartamento depois, mas quer fazer um “reconhecimento de área”.

Contra: Por poucos dias, não há desvantagens. Mas ficar nessa vida por mais de uma semana é besteira: você vai viver como um turista e ficará socialmente isolado da vida estudantil.

Morar em um albergue – hostel

O albergue (também chamado de hostel) funciona como um hotel, mas os quartos e banheiros são compartilhados. Em alguns casos, existe a opção de hospedar-se em suíte individual.

Prós: Os jovens e o clima informal são a graça do albergue. Diferentemente de um hotel, os hóspedes, que vêm de diferentes países, costumam interagir. A administração do local incentiva isso, organizando atividades ou saídas entre os hóspedes, que podem também usar a cozinha do espaço. O preço é bem mais camarada em relação aos hotéis. Em cursos intensivos, de curta duração, pode ser uma boa opção de hospedagem. Algumas escolas de idiomas têm parcerias com esses locais e os preços – que já são bastante acessíveis – ficam ainda melhores.

Contras: Um hostel exige ainda mais cuidado e atenção com os objetos pessoais, já que pessoas entram e saem a todo o momento. Você não terá um armário, por exemplo, onde possa pendurar roupas, ou gavetas para organizar objetos. A hospedagem, nesse sentido, é menos confortável. O clima informal não é muito propício para estudo e para excelentes noites de sono.

Esperamos ter ajudado a entender um pouco melhor como funciona as opções de moradia para intercâmbio. Clique aqui e confira quais são os tipos de intercâmbio.

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