Bancos vão facilitar negociação com desempregados para evitar calote

Uma saída para socorrer os endividados. Bancos vão facilitar negociação no próximo ano para quem está com dívidas pendentes.
Quem está endividado, não só por conta do desemprego que no Rio de Janeiro que atinge 1,3 milhão de pessoas, segundo o IBGE. Mas também devido a crise econômica que assola o país, deve ter um alento no começo do próximo ano. Isso porque em 2018 passarão a valer novas regras bancárias para melhorar a negociação com clientes inadimplentes.

Casos de desempregados, divorciados, doenças ou morte na família terão tratamento especial por parte das instituições financeiras. Pelo menos essa é a orientação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Ela divulgou novas normas para facilitar a negociação de dívidas e evitar calotes.

A expectativa, segundo a Febraban, é reduzir as perdas e as disputas judiciais com devedores. Além também de evitar que os clientes se afundem ainda mais em dívidas e entrem na legião de inadimplentes. Pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que são hoje mais de 59,4 milhões de endividados com alguma conta em atraso.

18 bancos devem aderir às medidas

Ao todo, 18 bancos devem aderir às medidas, entre eles os cinco maiores: Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander, que terão 180 dias para se adaptar às medidas.

As instituições também deverão ficar de olho nos clientes que ainda pagam as contas em dia. Não todos, mas os que estão com muitas prestações. Pois, podem passar a inadimplentes a qualquer momento. A meta com as novas normas é resolver questões ligadas ao endividamento antes que cheguem às entidades de defesa do consumidor e à Justiça.

 

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