Prefeitura desconsidera adiantamento de salário de servidores

O chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio, Paulo Messina, admitiu na noite de segunda-feira (4), durante transmissão ao vivo em sua página no Facebook, que o salário de servidores não será mais adiantado para o segundo dia útil de cada mês. De acordo com ele, o ato que já foi tradição no passado, não é mais possível por causa da situação econômica do Rio de Janeiro. Entretanto, Messina descartou futuros atrasos no pagamento.

O secretário afirmou durante a live que não há riscos de privação de salário de servidores por conta do permanente fluxo mensal de recursos no ISS. Segundo ele, a situação é distinta do estado pois parte da arrecadação está vinculada às receitas dos royalties do petróleo.

Durante o pronunciamento, ele também rebateu uma servidora que protestou contra o pagamento no quinto dia útil: “Você quer que a gente faça mágica se não tem dinheiro na conta? No início do mês ficamos catando cada centavo de ISS conseguir pagar os R$ 650 milhões mensais da folha dos ativos e inativos”.

Após ser cobrado em função da resposta, Paulo Messina se desculpou. Ele disse estar passando por momentos difíceis para driblar a crise causada pela greve dos caminhoneiros. Ele também reafirmou a importância da compreensão dos funcionários neste período.

Antecipação do salário de servidores

Todas as chances de antecipação foram descartadas por Paulo Messina. Nisso está incluso o pagamento adiantado do 13º salário para julho, outra tradição do município. Em 2017 também não houve qualquer adiantamento.

Messina argumenta que o ato poderia ir contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso porque, a lei estabelece que 54% do teto de gastos seja para o pagamento de funcionários. Para ele, liberar o adiantamento geraria três folhas de 13º em doze meses.

Entretanto, o secretário prometeu o reajuste do salário de servidores até o fim desse ano. Ele ainda detalhou medidas para reforçar o caixa do município e garantir que a ação seja efetivada. O último reajuste ocorreu no final de 2016.

Fonte: O Globo 

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