Café Literário na Bienal do Livro traz autores comentando sobre seus últimos lançamentos e muito mais 

Na última quarta-feira (6/9), o Dialogado esteve presente no Café Literário na Bienal do Livro e traz todos os detalhes para você. 

O Café Literário é um espaço acolhedor para que o público interaja com os autores, onde seu objetivo é abordar assuntos que tenham relevância a sociedade.

Confira o que rolou no Café Literário:

Na palestra das 17h, os autores, Heloisa Seixas, Joca Reiners e Santiago Nazarian comentaram sobre seus últimos lançamentos, sendo eles, Agora e na Hora (Heloisa Seixas), Noite Dentro da Noite (Joca Reiners) e Neve Negra (Santiago Nazarian).

Heloisa, que já está no seu sexto romance comentou que este seu último lançamento demorou 10 anos para ser finalizado, que por curiosidade, foi o mesmo período de tempo que o livro de Joca Reiners demorou para ser concluído.

A obra de Heloisa fala sobre a morte, assim como nos livros dos demais autores, a morte também é citada.

Sobre os livros

Agora e na Hora de Heloisa Seixas conta a história de um escritor fracassado que decide fazer um livro de contos sobre a morte e, em seguida, se matar. Seus planos, porém, caem por terra ao descobrir que tem um tumor e que seus dias estão contados.

Noite Dentro da Noite de Joca conta a história de um menino que em uma brincadeira na escola bate a cabeça e entra em coma e tem a busca do personagem principal por seu “passado”.

Neve Negra de Santiago é categorizado pelo mesmo como “pós terror” e fala sobre os questionamentos de um pai sobre a identidade de seu filho.Comenta que o “pós terror” seria um terror bom, com consistência.

Muito se comentou na palestra sobre o gênero terror na literatura e sobre as coisas que ambos os livros tinham em comum: neve, morte…

Sobre a morte no livro de Joca Reiners, o mesmo caracterizou como “um espaço geográfico a ser descoberto, invadido e colonizado“.

Foi perguntado para Santiago como ela gostaria de morrer, ele respondeu:“Eu perdi as melhores oportunidades para morrer, né. Eu já tô velho para morrer, eu queria ter morrido jovem, no auge da minha carreira.” 

Comentou também sobre a depressão que passou durante o tempo que morou na Finlândia, tudo com uma das suas características mais marcantes, o sarcasmo.

Durante as discussões houve bastante brincadeiras com um pouco de implicância dos autores mais velhos com o mais jovem.

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