Cine Dialogado: Crítica do documentário ‘Divinas Divas’ (2017)

Um olhar sobre o passado e o presente de algumas das mais famosas travestis do teatro, ainda nos tempos do teatro de revista.

Com o olhar da atriz Leandra Leal, neste documentário é apresentada a história de algumas das mais famosas travestis. Essas que deixaram seu nome marcado na história do teatro de revista, e agora relembram suas história.

O seu maior triunfo: As emoções

Rogéria, Divna Valéria, Jane Di Castro, Eloína dos Leopardos, Camille K, Marquesa, Fujika de Holliday e Brigitte de Búzios contam um pouco de suas carreiras. São algumas com mais de quase quarenta anos de carreira.

Leandra Leal sua sua própria experiência com o meio para contar a história dessas atrizes. Neta de Américo Leal, homem que fundou o Teatro Rival e que foi palco – para muitas o primeiro -, do teatro de revista onde as travestis eram atração principal.

O documentário mostra os preparativos para uma apresentação do espetáculo “Divinas Divas” em 2014. Ele aproveita os meios tempos entre um ensaio e outro para mostrar a história de cada uma. Desde causos da vida, até a possibilidade de casar-se tardiamente, cada história é mais emocionante e única que a outra.

O filme se encerra com um monólogo interpretado pela Marquesa, que faleceu posteriormente as gravações. O In memorian soa destoante de todo o resto, até que se descubra sua finalidade.

Um retrato de tempos áureos, contrastando com o tempos atuais onde as travestis não tem mais o espaço que antes tinham no teatro. Apesar de maçante por conta da sua longa duração, o documentário tem sucesso ao retratar a vida dessas atrizes. Desde seus problemas nos anos 60 com a ditadura aos tempos atuais.

Um história marcada por histórias. “Divinas Divas” é, sem dúvidas, uma ótima forma de homenagear as carreiras dessas damas do teatro nacional.

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