CineDialogado – Crítica “Malasartes e o Duelo com a Morte”

Malasartes é um filme nacional que desponta pelo uso de efeitos visuais e especiais, mas que tem terríveis falhas no roteiro. 

A história de Malasartes e o Duelo com a Morte conta, como não poderia deixar de ser, a história de Pedro Malasartes (Jesuíta Barbosa). Ele é apaixonado por Áurea (Ísis Valverde), mas não resiste a um rabo de saia. Malasartes deve muito dinheiro ao irmão de Áurea, o Próspero (Milhem Cortaz), e sempre vive fugindo dele por conta disso. Malasartes ainda arruma tempo para aplicar peças, sempre usando de sua inteligência, para conseguir alguns trocados. Porém, seu padrinho, a Morte (Julio Andrade), tem outros planos para ele.

Muitos efeitos, roteiro meio apressado

O filme em si tem uma premissa muito boa. Com um visual de época, a história se passa num interior brasileiro do início do século XX. Sem muitos atrativos para manter-se fiel a realidade da época. Ao mesmo tempo em que busca mostrar o mundo surreal onde a morte vive. E, neste mundo, é empregado bastante uso de efeitos visuais e especiais. Este é um ponto a se considerar da obra. É surpreendente ver como foi bem trabalhada a criação daquele mundo, de suas metáforas entre as velas e a vida humana, e a composição do cenário, escuro e sombrio.

Os personagens são carismáticos, mas também bastante irritantes com o passar da história, salvo dois. O Zé Candinho, interpretado por Augusto Madeira, e Esculápio, vivido por Leandro Hassum. Não é o foco da história, mas o humor que os dois proporcionam são uma ótima quebra ao ritmo lento que o filme traz em algumas sequencias.

Aliás, ritmo lento é um grande problema deste filme. A história se perde em pequena nuances ao longo da trama. Você consegue compreender muito bem o início da história. Você fica ansioso pelo fim. Mas do meio em diante há uma aparente pressa para que a narrativa termine. Talvez, e apenas talvez, tenha sido um final mal construído, buscando apenas pôr fim a história que vinha sendo contada.

“Malasartes e o Duelo com a Morte” não deixa de ser um ótimo filme. Traz elementos de blockbusters ao mercado nacional, ao mesmo tempo que busca um maior refino para sua composição. Apesar do roteiro com problemas em pontos-chave da trama, o resultado final não é ruim, mas está longe de ser o melhor que poderia ser.

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