Cine Dialogado – Crítica ‘Manchester À Beira Mar’ (2016)

Entre perdas e recomeços, o drama ‘Manchester À Beira Mar‘ chega aos cinemas no dia 19 de janeiro. Dirigido por Kenneth Lonergan, o longa vem sendo aclamado nas maiores premiações do cinema. Tem sido apontado como um dos favoritos ao Oscar, com grande mérito, diga-se de passagem.

Após a morte de seu irmão mais velho, Joe (Kyle Chandler), Lee Chandler (Casey Affleck) é indicado em testamento como tutor de seu sobrinho Patrick (Lucas Hedges).

Diante dessa notícia, Lee tem que lidar com traumas causados por uma tragédia do passado, para decidir o que fazer com a missão planejada para ele.

Em retorno forçado à Manchester, Lee, ainda que relutante, tem que conviver com as lembranças, o que é fundamental para definir sua decisão quanto a missão deixada por seu irmão.

O início lento e monótono do filme desenha a personalidade do protagonista após a mudança brusca em sua vida.

Para que o espectador compreenda os motivos, o longa mostra em trechos curtos e simples. A rotina do antigo Lee, ainda casado com Randi (Michelle Williams) é focada para o desenrolar da trama.

Nessa parte se concentram as cenas mais dolorosas e dilacerantes da história.

É possível captar a dor nos olhos de Casey Affleck, o que justifica o prêmio de melhor ator de drama no Globo de Ouro deste ano.

Michelle Williams também se destaca, em sua total entrega, ainda mais difícil, diante de seu histórico pessoal.

Ainda que tudo gire por temas sombrios, o humor é um dos pontos fortes do filme.

A interação de Lee com seu sobrinho Patrick traz pitadas necessárias de risadas.

Muitas delas proporcionadas pelo jovem Lucas Hedges, que brilha com seu ar espontâneo, e interpretação de boas tiradas.

A dor da perda é abordada de formas diferentes, o que nos aproxima da realidade, e nos afasta do pré-julgamento.

Com sensibilidade, o filme toca na ferida. Nos deixa por alguns momentos no lugar dos Chandler, para compreender os motivos de cada personagem.

Diante de arrependimentos, mudanças e fugas, ‘Manchester À Beira Mar‘ nos faz desvendar seus mistérios e analisá-los.

Com o intuito de mostrar que a vida é imprevisível, nos resta tentar nos encaixar ao que ela nos proporciona, da forma menos dolorida, e seguir em frente.

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