Conhecendo o Rio: Elevado da Perimetral e o novo conceito de mobilidade urbana

O Elevado da Perimetral era uma via expressa que permitia acesso direto ao Aeroporto Santos Dumont e à Ponte Rio-Niterói. Surgiu como uma solução para o trânsito da cidade e interligava outras vias da cidade para melhorar o fluxo de veículos que iam em direção ao Centro e a Zona Sul.  Naquela época, os viadutos surgiram como estratégia nas grandes cidades no mundo.

Depois de décadas finalizada, a Perimetral começou a entrar no debate de que era uma das causas dos congestionamentos provocados ao longo da cidade. Já no final da década de 90, a ideia de demolir o elevado passou ser constante.

Com a gestão do prefeito Luiz Paulo Conde, entre 1997 e 2000, o projeto começou a ser debatido com frequência, mas faltavam recursos financeiros para a sua realização.

Somente em 2010, com parcerias que possibilitaram a revitalização da Zona Portuária essa ideia saiu do papel. Foi resultado de uma aliança entre os governos municipal, estadual, federal e a participação de duas das maiores empreiteiras do Brasil na época: OAS e Odebrecht.

Foto: Divulgação Prefeitura do Rio

Demolição da Perimetral: marco histórico para a cidade

A implosão do elevado foi feita por etapas, a primeira foi no ano de 2013 e a última em 2014.

Os quatro quilômetros da Perimetral deram lugar à novas vias expressas e subterrâneas que possibilitaram a reconstrução do conceito de mobilidade urbana.

Estudos técnicos comprovam que a retirada de grandes viadutos foi fundamental para melhorias no trânsito. A Pesquisa Vida e Morte das Autovias Urbanas do Institute for Transportation & Development Policy (ITDP) apurou que 17 cidades dos Estados Unidos, da Europa e de países asiáticos já substituíram grande viadutos por outras opções.

Hoje, o local onde estava o Elevado da Perimetral deu lugar a uma área de lazer de 3,5 km de extensão, que vão desde a Praça da Misericórdia, próxima ao Aterro do Flamengo, até o Armazém 8 do Cais do Porto.

O espaço estimula a circulação de pessoas, além de priorizar o plantio de árvores nativas do Brasil como Codia, Oiti, Pau-Brasil, Ipê-amarelo e Ipê-roxo.

Um trecho da antiga Rodrigues Alves ganhou ainda 460 árvores em 51 canteiros, a passagem do novo meio de transporte do Centro, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e um mural de grafite do artista brasileiro Eduardo Kobra.

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