Cabral é réu pela 7ª vez por fraude em licitações de obras

O ex-governador Sérgio Cabral é réu pela 7ª vez, desde que foi preso, acusado de chefiar uma organização criminosa que fraudou licitações na obra do Maracanã e no PAC das Favelas.

A denúncia é do Ministério Público Federal (MPF) e foi aceita pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal.

Cabral é réu pelos crimes de fraude a licitação e formação de cartel. A denúncia tem 68 páginas e documenta como foi descoberta as operações Saqueador e Calicute. A Operação Calicute foi a responsável pela prisão de Cabral em 17 de novembro.

O documento da denúncia tem ainda delações premiadas de executivos e ex-executivos das construtoras envolvidas.

Em relação ao Maracanã, a investigação mostra que entre 2009 e 2010, Cabral se juntou com Wilson Carlos e os representantes da OAS, Delta, Odebrecht e Andrade Gutierrez. No encontro, conversaram sobre a fraude nas licitações e o superfaturamento das obras.

O orçamento inicial seria de R$ 705 milhões. O valor final, no entanto, foi de R$ 1,2 bilhão. Sendo cerca de R$35 milhões para propina exigida pelo ex-governador para aprovar a licitação.

As obras do PAC teriam sido semelhantes. A denúncia mostra que entre 2007 e 2008 Cabral, Wilson e Ícaro Moreno combinaram a fraude na licitação com as empresas investigadas.

Segundo o MPF, o ex-governador era o líder da organização e os acertos chegaram a acontecer até no Palácio Guanabara.

O RJTV fez as contas e constatou que a reforma do Maracanã teve R$ 495 milhões a mais. Já o sobrepreço do PAC das Favelas chegou a R$ 220 milhões.

A soma desses valores seria suficiente para construir mais de 700 UPA’s, terminar a Linha 4 do metrô e os bondes de Santa Teresa.

Além de Cabral, foram denunciados:

Wilson Carlos, ex-secretário de Governo de Cabral;
Ícaro Moreno, ex-presidente da Empresa de Obras Públicas do RJ
Hudson Braga, ex-secretário de Obras
Fernando Cavendish, dono da construtora Delta
Paulo Meríade Duarte, ex-diretor da Delta
Louzival Luiz Lago Mascarenhas Junior, executivo da OAS
Marcos Antônio Borgui, executivo da OAS
Marcelo Duarte Ribeiro, executivo da OAS
Benedicto Junior, executivo da Odebrecht
Eduardo Soares Martins, executivo da Odebrecht
Irineu Berardi Meireles, executivo da Odebrecht
Marcos Vidigal do Amaral, executivo da Odebrecht
Karine Karaoglan Khoury Ribeiro, executiva da Odebrecht
Maurício Rizzo, executivo da Queiroz Galvão
Gustavo Souza, executivo da Queiroz Galvão
José Gilmar Francisco de Santan, executivo da Camargo Corrêa
Paulo Césas Almeida Cabral, ex-diretor da EIT
Juarez Miranda Junior, executivo da Camter
Ricardo Pernambuco, executivo da Carioca Engenharia
Fonte: G1 

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