João Santana e Mônica Moura ligam Dilma e Lula a caixa dois

O casal de publicitários João Santana e Mônica Moura tiveram o sigilo de seus depoimentos retirados pelo ministro Edson Fachin. Nestes depoimentos, o casal afirma que tanto Lula quanto Dilma sabiam do esquema de caixa dois.

Caixa dois de Dilma

Segundo o casal, a ex-presidente combinou pessoalmente o pagamento de R$35 milhões não declarados, em 2014.

Foi numa conversa em junho de 2014, no Palácio da Alvorada. Dilma Rousseff empenhou sua palavra a João Santana de que já tinha equacionado tudo; que os valores que seriam pagos por fora já estavam garantidos e que dessa vez os pagamentos sairiam mais rápido”, diz o anexo 9 da delação premiada de João Santana.

A participação direta de Dilma teria acontecido devido a atrasos no pagamento do caixa dois, durante campanha de 2010.

De acordo com o casal, Guido Mantega, então ministro da Fazenda, que tratava dos repasses. Sendo combinado que Santana e Mônica receberiam R$70 milhões de modo declarado e mais R$35 milhões via caixa dois. Dos R$35 milhões, R$10 milhões foram depositados em contas na Suíça

A presidente sempre se dizia disposta a ajudar e, desde o início, tinha pleno conhecimento de que a Odebrecht ficara responsável pelo pagamento, não oficial, de R$ 35 milhões”, acrescenta o documento.

A defesa de Dilma afirmou que o casal fez “falso testemunho e faltou com a verdade em seus depoimentos”. Segundo os advogados, “provavelmente pressionado pelas ameaças dos investigadores.”

Lula

Santana afirmou que durante suas reuniões com o ex-ministro Antonio Palocci ficou claro que Lula sabia do esquema de caixa dois em sua campanha em 2006.

Nestes encontros ficou claro que Lula sabia de todos os detalhes, de todos os pagamentos por fora recebidos pela Pólis, porque Antonio Palocci, então Ministro da Fazenda, sempre alegava que as decisões definitivas dependiam da ‘palavra final do chefe’”, diz o texto.

A defesa de Lula afirmou que as delações não comprovam nada.

Veículos de imprensa já denunciaram que a força-tarefa da Lava Jato tem exigido referências a Lula como condição para aceitar delações. O assunto foi oficialmente levado ao Procurador-Geral da República para que seja investigado com isenção, mas até o momento desconhecemos qualquer providência nesse sentido”, diz a nota.

“A perseguição política por meios jurídicos (‘lawfare’) em relação a Lula fica cada dia mais clara e está sendo vista pelo mundo“, concluiu.

A retirada do sigilo das delações foi divulgado nesta quinta-feira (11). No despacho, o ministro também deferiu pedido para abertura de contas judiciais, onde serão depositados R$6 milhões pelo casal. Esse valor é a título de multas.

O casal foi responsável pelas campanhas eleitorais de Dilma e Lula.

Fonte: Agência Brasil

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