MPF aponta desvios na Saúde no primeiro mês de Cabral

O Ministério Público Federal apontou que desvios na Saúde começaram logo no primeiro mês do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O secretário, nomeado por Cabral, Sérgio Côrtes foi preso no último dia 11 na Operação Fatura Exposta.

Desvios na saúde

Sustenta [o MPF] que diversos crimes foram praticados no âmbito da Secretaria de Saúde desde o momento que o ex-governador Sérgio Cabral assumiu o Governo do Estado do Rio em 01.01.2007 e nomeou Sérgio Côrtes como seu Secretário de Saúde“, diz trecho da decisão da 7ª Vara Federal Criminal, assinada pelo juiz Marcelo Bretas.

A operação  investiga fraudes em licitações no fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO).

De acordo com investigações, Côrtes teria beneficiado a empresa Oscar Iskin, fornecedora de próteses, quando era diretor do INTO. Côrtes foi secretário estadual de 2007 a 2013, durante o governo de Cabral, preso desde novembro de 2016.

As investigações foram baseadas na delação premiada do ex-subsecretário de Saúde e , ex-assessor jurídico do INTO Cesar Romero Viana Junior.

A PF suspeita que o esquema investigado tenha causado prejuízo com cerca de R$37 milhões. Para Cabral 5%, Côrtes 2%, Romero 1%, 1% para o Tribunal de Contas do Estado e 1% do esquema.

É de amplo conhecimento público o estado de calamidade em que se encontra o sistema de saúde pública no Estado do Rio de Janeiro, sendo inevitável conectar o desvio desses valores que poderiam ser empregados para o melhoramento do sistema com a situação de flagelo de milhares de pessoas que morrem nas portas dos hospitais por falta de recursos humanos e materiais“, opina o magistrado.

Fonte: G1

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