Dilma e Temer comemoram a decisão do TSE de não cassar a chapa

As defesas de Dilma e Temer comemoram a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de não cassar a chapa eleita em 2014. A ação estava aberta desde 2014 e foi decidida nesta sexta-feira (9) por 4 votos a 3.

A defesa da ex-presidente Dilma considerou a decisão como um reconhecimento da soberania popular. Para o advogado Flávio Caetano, foi feito justiça, levando em conta que “eleições têm que ter estabilidade”.

A explicação [para a opinião pública] é a que foi dada pelo tribunal: o que se aplicou foi o direito e foi feito justiça. Que sempre há limites para um processo e que as eleições têm que ter estabilidade. Qualquer assunto fora disso, que se resolva nas vias próprias, não nesse processo. Foi respeitado o direito, a Constituição mas, sobretudo, a soberania do voto popular”, afirmou a defesa.

O TSE reconhece que os 54,5 milhões de votos dados a Dilma Rousseff, em 2014, são válidos, que o diploma eletivo continua preservado e que os direitos políticos continuam preservados. Entendo que o direito foi respeitado e a Justiça foi feita”, completou o advogado.

Caetano falou ainda que a decisão reforça a tese de que o impeachment da petista foi ilegal. “O fato de termos uma vitória aqui [no TSE] fortalece os argumentos levados [ao Supremo Tribunal Federal] de que o que houve no Congresso foi impeachment sem prova”, afirma.

O porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, transmitiu mensagem de Temer de que a decisão do TSE mostra o “bom funcionamento da democracia brasileira”.

De acordo com o pronunciamento, Temer acatará a decisão com “sobriedade, humildade e respeito”.

Houve amplo debate e prevaleceu a Justiça, de forma plena e absoluta. O Judiciário se manifestou de modo independente. Cada um de nós acatará com sobriedade, humildade e respeito a decisão do TSE“, disse Parola.

Após a votação, Temer foi para a festa de aniversário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Segundo convidados, o presidente estava confiante de que o pior havia passado.

Temer teria dito aos presentes que o risco de cassação ao seu mandato era maior no TSE. Já que no Congresso ele teria votos suficientes para a rejeição do pedido de impeachment.

Eu na presidência, o Rodrigo na Câmara e o Eunício no Senado vamos liderar o País e a retomada do estado brasileiro. Nosso foco será levar o Brasil para um porto seguro até 2018, com inflação baixa, redução de juros, normalização do câmbio, PIB crescente e a volta do emprego. Foi uma vitória extraordinária, mas sei que tem outras batalhas pela frente“, teria dito o presidente aos convidados.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está finalizando denúncia contra o presidente no caso relacionado a JBS. O caso deu origem a mais de 10 pedidos de impeachment contra o presidente que já afirmou que não renunciará.

Fonte: Agência Brasil | Extra

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