Engenheiro da Odebrecht afirma que Palocci é o ‘Italiano’

Fernando Sampaio Barbosa, engenheiro civil ligado à Construtora Norberto Odebrecht, afirmou ao juiz federal Sérgio Moro que o codinome ‘Italiano’ usado em planilhas de propina da empreiteira é em referência ao ex-ministro Antônio Palocci.

Fernando afirmou, nesta segunda-feira, durante depoimento via videoconferência com Moro, que “a gente sabia que o ‘Italiano’ era o Palocci“. O juiz federal então retucou: “A gente sabia, quem?“.

Eu sabia. Eu tinha sido informado pelo Márcio Faria (executivo da Odebrecht)“, respondeu o engenheiro.

Fernando Barbosa foi arrolado como testemunha de defeso do empresário e ex-presidente da empreiteira Marcelo Obebrecht, que está preso desde junho de 2015 e é réu no mesmo processo que Palocci responde.

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil é réu na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, preso desde 26 de setembro na Operação Omertà. Ele é suspeito de receber R$ 128 milhões da Odebrecht, sendo que parte do valor teria sido destinado ao PT, já que Palocci também já foi ministro dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Quando perguntado do por quê do codinome ‘Italiano’, Fernando disse que não sabia, mas reafirmou que se tratava de Palocci.

Italiano, quando se faz referência nesses e-mails da Odebrecht, é Antônio Palocci?”, perguntou Moro. “Eu tinha esse conhecimento”, disse o engenheiro.

Ao final do depoimento, Fernando foi questionado pelo advogado de defesa do ex-ministro, que afirmou que o executivo teria “ouvido dizer através de não sei quem que o ‘Italiano’ seria Antônio Palocci, pessoa que ele não conhece e com quem nunca esteve“.

Fernando Barbosa então afirmou que “ouviu dizer por colegas da empresa que ‘Italiano’ era o Palocci” e que “não estive com ele, não conheço ele. Essa é a verdade“.

Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, e outros 12 investigados são acusados de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro relacionados à obtenção de contratos de afretamento de sondas coma Petrobras.

Fonte: G1 | IstoÉ

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