Grupo “nem pró nem contra Lula” mostra tendência para 2018, diz FGV

Grupo nem pró nem contra Lula têm mostrado nova tendência para 2018, de acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas. O levantamento foi feito após o depoimento de Lula para o juiz Sérgio Moro no dia 10 de maio. Quando foi percebido nas redes sociais três tipos de grupo: da oposição, a favor e o nem pró nem contra.

Esse “terceiro campo político” prevaleceu nas menções sobre o depoimento no Facebook e Twitter, segundo o levantamento,

O grupo nem contra nem a favor foi responsável por 32,3% das interações, enquanto a oposição correspondeu a 20,7%. Já os apoiadores responderam 19,2% das publicações. O restante foram grupos menores.

Esse grupo foi crítico tanto em relação à postura do ex-presidente quanto a de Moro. “Embora menos organizado do que os grupos contra e a favor do ex-presidente Lula, este terceiro campo político revela uma tentativa de avaliação equidistante do depoimento do ex-presidente, muitas vezes criticando os dois protagonistas e o tom de guerra dos militantes partidários – e por vezes em tom satírico”, aponta a FGV.

A FGV relata que os comentários da “terceira força” sobre o depoimento foi grande. Porém inferior ao 1,5 milhão de comentários sobre a Greve Geral, do dia 28 de abril.

Isso pode demonstrar que, embora Lula e Moro sejam catalisadores das posições políticas de milhares de brasileiros, não são os únicos. Questões como os direitos previdenciários (no caso do dia da greve geral) e da avaliação desapaixonada tanto de Lula como da Lava Jato também são temas mobilizadores”, diz o levantamento.

Esse grupo, chamado na pesquisa de “maioria não alinhada”, é formado em sua maioria por jovens. Enquanto os apoiadores e os críticos são pessoas acima dos 35 anos, segundo o estudo.

A faixa etária dos grupos deve ser uma alternativa para 2018, já que a maioria dos nem pró nem contra Lula são jovens.

Com a existência desse grupo, o cenário político de 2018 deve ser influenciado. “A análise sugere que, no debate visando o cenário de 2018, há um importante – e talvez crescente – campo que se mostra cansado da polarização tradicional”.

Especialistas dizem que o movimento  busca “melhoria do sistema político como um todo e de geração de novas oportunidades”.

Se, por um lado, essa parcela não encontra um movimento, uma liderança ou mesmo uma agenda única em torno da qual se aglutinar, por outro, verifica-se haver um espaço a ser ocupado no debate-disputa que se desenrolará nos próximos meses, podendo conciliar parte das agendas de ambos os polos – combate à corrupção e oposição a reformas, por exemplo.”

Fonte: IstoÉ

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