Rodrigo Janot reforça pedido de prisão de Aécio Neves

O procurador-geral Rodrigo Janot reforçou no Supremo Tribunal Federal o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB). Janot pediu que o caso seja analisado pelo plenário do STF com urgência.

Para ele, a prisão preventiva de Aécio é imprescindível para garantir a ordem pública.

Janot solicitou ainda a manutenção da prisão da irmã de Aécio, Andrea Neves da Cunha, do primo, Frederico Pacheco, e do assessor do senador Zezé Perrela (PMDB), Mendherson Souza Lima.

São muitos os precedentes do Supremo Tribunal Federal que chancelam o uso excepcional da prisão preventiva para impedir que o investigado, acusado ou sentenciado torne a praticar certos delitos enquanto responde a inquérito ou processo criminal, desde que haja prova concreta do risco correspondente“, defende Janot.

Aécio foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de justiça. A denúncia foi feita após delação do dono da JBS, Joesley Batista, que entregou gravação onde o tucano pede R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.

Sobre isso, Janot demostra dúvida de que a lavagem de parte dos R$ 2 milhões ainda esteja acontecendo. “Não bastasse toda essa narrativa, vislumbra-se grande probabilidade de que a lavagem de parte dos R$ 2 milhões recebidos da propina paga recentemente pela J&F com participação direta de todos os requeridos ainda esteja em curso“.

O contexto narrado evidencia haver, no caso concreto, habitualidade criminosa de longa data – verdadeiro profissionalismo dos requeridos – no cometimento de crimes de corrupção passiva e de lavagem de capitais, circunstância essa que acentua sua gravidade e reforça a necessidade da prisão preventiva“, completa o procurador-geral.

O primeiro pedido de prisão foi negado pelo ministro Edson Fachin em 18 de maio. Fachin decidiu apenas por afastar Aécio do cargo.

A defesa do tucano afirmou que “refuta integralmente o teor da denúncia oferecida com incomum e inexplicável pressa pela PGR, antes mesmo de o senador ter oportunidade de ser ouvido para prestar os esclarecimentos solicitados”.

A principal prova acusatória da suposta corrupção é a gravação feita por um então aspirante a delator que, além de se encontrar na perícia para comprovação da autenticidade e integridade, retrata uma conversa privada, dolosamente manipulada e conduzida pelo delator para obter os incríveis e sem precedentes benefícios”, completa a defesa por meio de nota.

Aécio responde, além do caso da JBS, há cinco investigações baseadas em delações de executivos da Odebrecht. Outros dois inquéritos foram instauradas a partir da delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

Fonte: Extra | G1

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