Manifestações Ocupa Brasília e votação-relâmpago na Câmara

Brasília foi palco, nesta quarta-feira (24), de manifestações contra o governo Michel Temer e suas reformas. Enquanto isso, a oposição e a base aliada entravam em confronto na Câmara.

O Ocupa Brasília reivindicava eleições diretas e protestavam contra as reformas trabalhistas, previdenciária e contra Temer. O protesto se iniciou logo pela manhã.

Com a confusão da manifestação, Temer autorizou que tropas federias reforçassem a segurança na região da Esplanada. A decisão teria levado em conta a violência.

Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mas também levando em conta fundamentalmente que uma manifestação que estava prevista como pacífica, ela degringolou na violência, no vandalismo, no desrespeito, na agressão ao patrimônio público, na ameaça às pessoas – muitas delas servidores que se encontram aterrorizados e que estamos neste momento garantindo a sua evacuação – o senhor presidente da República decretou, repito por solicitação do presidente da Câmara, uma ação de garantia da Lei e da Ordem”, explicou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

A manifestação acabou no inicio desta noite de quarta (24), por volta das 18h30. Ela foi marcada pela presença da Força Nacional de Segurança, homens do Exército e até da Marinha.

Manifestantes, formados por diferentes entidades sindicais e políticas, foram afastados com bombas e carros de choque. A estimativa é que havia cerca de 100 mil pessoas.

O protesto foi motivo de confusão também no plenário da Câmara. A oposição pedia que a sessão fosse encerada, enquanto a base insistia em permanecer votando.

O clima na Câmara já estava tenso, mas chegou ao clímax quando as tropas federais foram convocadas para conter manifestantes. Chegou a acontecer empurra-empurra entre os deputados.

Em protesto a decisão de enviar as Forças Armadas, deputados da oposição se retiraram do plenário. Sendo assim, PT, PSOL, REDE, PDT, PSB e PCdoB disseram ser “inaceitável” o decreto e que já não havia mais sentido participar da sessão.

A ditadura militar começou assim, de forma sutil”, disse a líder do PCdoB, Alice Portugal (BA).

O último passo (do governo) foi decretar a Garantia da Lei e da Ordem e colocar o Exército na rua, que é uma medida extrema. Não podemos aceitar”, afirmou o líder do PT, Carlos Zarattini (SP).

Com a retirada da oposição, a base decidiu continuar com votações-relâmpago de Medidas Provisórias que estavam em pauta, incluindo as que estavam prestes a perder validade. Um dos parlamentares chegou a sugerir que a reforma da previdência fosse votada.

As MP’s foram votadas em poucos minutos, o que difere muito de votações anteriores que levam horas. Na semana passada, duas MP’s levaram cerca de 13 horas para serem votadas.

Fonte: G1 | Agência Brasil | IstoÉ

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