Rodrigo Janot pede urgência na análise da delação da Odebrecht

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de urgência para adiantar a avaliação da delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht na Operação Lava-Jato. O assunto foi abordado na segunda-feira (23) durante a visita de Janot à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, no gabinete dela. Se a ministra concordar, a homologação das delações poderá ocorrer em breve.

Durante o recesso da corte, que vai até o fim de janeiro, cabe à presidente do STF tomar decisões urgentes. Se ela considerar que a delação da Odebrecht se enquadra nessa categoria, poderá assumir o caso. Ela já determinou as audiências dos executivos, a última etapa antes da homologação. Se os depoimentos forem concluídos até o fim do mês, e se Cármen deferir o pedido de Janot, ela mesma poderá homologar as delações, assim adiantando a conclusão das avaliações.

As opiniões no STF são divergentes sobre o assunto. O ministro Marco Aurélio já disse publicamente que não considera o caso urgente para justificar a homologação das delações às pressas, já que o novo relator para a Lava-Jato está prestes a ser escolhido. Escolha essa, decorrente ao falecimento de Teri Zavaski, que era o ministro responsável por todos os processos da operação que chegam ao STF.

As delações estão sendo mantidas em sigilo, e estão causando tanto alvoroço por envolver tanto o mundo jurídico quanto o político. Por haver menção às pessoas mais poderosas da República como: O presidente Michel Temer; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); além dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Fonte: O Globo

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