Temer será investigado por corrupção, obstrução e organização criminosa

O presidente Michel Temer será investigado no STF por suspeita de três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigações e participação em organização criminosa. A abertura do inquérito foi um pedido da Procuradoria-Geral da República.

Temer investigado

Após o pedido da procuradoria, o ministro do STF Edson Fachin autorizou que o inquérito fosse aberto. Também são investigados, o senador afastado Aécio Neves e o deputado Rodrigo Loures.

Um quatro crime está descrito no pedido, corrupção ativa. Porém,o crime é atribuído apenas a Joesley Batista, o dono da JBS. Joesley é investigado em outro inquérito, também autorizado por Fachin.

Um dos principais fatos que contam contra o presidente neste inquérito é a conversa com Joesley sobre Eduardo Cunha.

“Joesley afirma que tem procurado manter boa relação com o ex-deputado, mesmo após sua prisão. Temer confirma a necessidade dessa boa relação: ’tem que manter isso, viu’. Joesley fala de propina paga ‘todo mês também’ ao Eduardo Cunha, acerca da qual há a anuência do presidente”, escreveu Janot no pedido.

No depoimento, Joesley afirma ter pagado R$ 5 milhões de propina a Cunha. Além disso, disse que “continua pagando ao Funaro R$400 mil para garantir o silêncio dele e de Cunha”.

O pedido foi feito em 7 de abril, sendo autorizado em partes. Porém, com os últimos acontecimentos foi aberto.
Mesmo na hipótese (a de atos estranhos ao exercício das funções) caberia, em tese, proceder a investigação a fim de, por exemplo, evitar dissipação de provas, valendo aquela proteção constitucional contra a responsabilização apenas, e não em face da investigação criminal em si”, disse Fachin.

Habeas Corpus

No ínicio da noite desta sexta-feira (19), o advogado Samuel José Orro Silva apresentou um pedido de habeas corpus no STF para que a investigação contra Temer fosse suspensa.

O pedido foi negado pelo ministro Luís Roberto Barroso que explicou não haver “ilegalidade flagrante ou abuso de poder” na abertura do inquérito.

Barroso ainda argumenta que o advogado sequer demonstrou ter autorização para representar o presidente.

Sequer é possível saber se o paciente [Temer], de fato, manifestou o seu real interesse no ajuizamento da presente ação mandamental, no atual estágio das investigações”, escreveu o ministro.

Fonte: G1 | Estadão

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