Defesa de Temer pede que inquérito seja separado do de Aécio e Loures

A defesa do presidente Michel Temer pediu ao Supremo que o inquérito contra Temer seja investigado separadamente do senador Aécio Neves e do deputado Rodrigo Rocha Loures.

Argumentos da defesa de Temer

O pedido foi enviado ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. O argumento usado é que os fatos citados pelo empresário Joesley Batista não relacionam com os três políticos.

Os fatos em si teriam sido praticados em circunstâncias de tempo, de natureza e de lugar distintos, não se apresentando correlatos por nenhuma identidade de caráter objetivo ou subjetivo vinculados entre si, mostrando-se imperiosa, portanto, a separação do inquérito”, diz o pedido.

Um segundo documento pediu ainda que a “livre distribuição” a Fachin do inquérito, ou seja, que o caso seja repassado a um outro ministro.

A conclusão que fica é a de que os fatos imputados aos ora requerente não guardam conexão processual com qualquer outro procedimento já instaurado. Não há qualquer risco de conduções conflitantes caso, na distribuição, seja sorteado outro ministro como relator. Não haverá qualquer prejuízo à prestação jurisdicional”.

A defesa argumenta que a separação da investigação levaria a mais rápida tramitação do inquérito na Corte. “O desmembramento das investigações com relação ao Chefe do Poder Executivo – frise-se: maior interessado na cabal apuração dos fatos – se mostra imprescindível e adequada para que os trabalhos investigativos sejam ultimados com a máxima brevidade possível”, diz o pedido.

O inquérito conjunto foi pedido pelo procurador-geral Rodrigo Janot. E não há prazo para decisão de Fachin.

Fonte: G1 | Agência Brasil

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