Bebida alcoólica não é tão boa para o coração, diz estudo

Talvez seja preciso beber menos bebida alcoólica do que pensávamos para causar danos ao coração e encurtar nossas vidas. Isso é o que sugere um novo estudo publicado pelo The Lancet. Para muitos, o limite pode ser menos do que um drinque por dia.
Usando dados populacionais atuais, os pesquisadores estudaram cerca de 600 mil pessoas em 19 países e separaram-nas em diferentes grupos. Baseados em níveis autodeclarados de consumo de bebida alcoólica. Então, depois de levar em conta fatores como idade, educação e histórico de fumante, compararam seus níveis de várias condições médicas. Como insuficiência cardíaca, derrame e aneurisma fatal (uma veia sanguínea inchada que pode se romper) ao longo de um período mediano de sete anos e meio. Eles também calcularam a expectativa de vida média para cada grupo.

De forma parecida com pesquisas anteriores; eles descobriram que consumidores relativamente pesados de bebida alcoólica estavam mais propensos a morrer mais cedo. Tomar dez ou mais doses por semana foi associado com uma expectativa de vida de um a dois anos; menor para a pessoa média de 40 anos de idade, em comparação com alguém que bebia até uma drinque por dia; enquanto tomar 18 ou mais doses foi associado com uma expectativa de vida cerca de cinco anos menor.

Não há índices de que o consumo moderado da bebida alcoólica é benéfico para a saúde do coração

Os pesquisadores não conseguiram encontrar um benefício claro do consumo moderado para a saúde do coração, algo que outras pesquisas descobriram. Um maior consumo de álcool foi associado a menos ataques cardíacos. Mas não houve nível de consumo associado a um risco menor de outras condições. Como derrames, insuficiência cardíaca ou aneurismas fatais (vasos sanguíneos inchados), entre outras coisas.

“A mensagem chave dessa pesquisa é que; se você já bebe álcool, beber menos pode te ajudar a viver por mais tempo e a diminuir seu risco de desenvolver várias condições cardiovasculares, disse a autora principal do estudo, Angela Wood, epidemióloga na Universidade de Cambridge, em um comunicado.

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