Saúde

Coronavírus no RJ: entenda as mudanças provocadas pela pandemia

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 16 de março de 2020
Coronavírus no RJ: entenda as mudanças provocadas pela pandemia

O coronavírus no RJ já atinge mais de 220 pessoas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do RJ, os primeiros casos de transmissão comunitária, quando não se sabe a origem de um caso transmitido, foram identificados. Inicialmente, o RJ tinha apenas casos importados, de pessoas que viajam ou têm contato com quem veio de fora.

A princípio, pesquisadores da Johns Hopkins University construíram e atualizam regularmente um painel online que rastreia a disseminação mundial do surto de coronavírus. A doença COVID-19 chegou a pelo menos 114 países, inclusive ao Brasil, e é oficialmente uma pandemia, como anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Atualmente, o site registra mais de 137 mil casos da COVID-19 e 5 mil óbitos em decorrência da infecção no mundo todo. No Brasil, o vírus está presente em 15 estados até o momento e São Paulo é o mais afetado, com 68% dos registros nacionais.

No Rio de Janeiro, a secretária Municipal de Saúde, Beatriz Busch, reforçou nesta segunda-feira (16) que as unidades públicas de saúde não farão exames de diagnóstico de coronavírus em quem não precisar de internação.

Além disso, no último domingo (15), o primeiro paciente em estado grave com coronavírus no RJ foi detectado. Trata-se de um médico de 65 anos internado em um hospital da rede privada. Ele é o segundo caso grave de Covid-19 do Brasil. O primeiro é o de uma mulher no Distrito Federal.

Por outro lado, o primeiro paciente confirmado com a COVID-19 no Brasil, foi curado, de acordo com o Ministério da Saúde.

Ademais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta segunda (16) que já há registro de morte de crianças por coronavírus. A entidade defendeu testes em larga escala para cada caso suspeito e isolamento como estratégias mais eficazes para conter o vírus.

Mudanças gerais derivadas do Coronavírus no RJ

  • Trânsito

A movimentação nas barcas registrou queda de 35% em relação à média das segundas-feiras. Nos trens, a Supervia constatou uma redução de 36 mil passageiros. No aeroporto Santos Dumont, o movimento de passageiros diminuiu 18%.

  • Educação

As aulas estarão suspensas a partir desta segunda (16). No estado, as unidades fecham por 15 dias, antecipando as férias escolares. Na capital, o fechamento é por uma semana.

  • Serviços de saúde 

Estão suspensas visitas a pacientes diagnosticados com coronavírus. Bem como, procedimentos cirúrgicos eletivos nos hospitais, com exceção das cirurgias oncológicas e cardiovasculares.

  • Esporte

As Federações Estaduais de futebol, entidades organizadoras, terão deliberações específicas para cada competição. Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) suspendeu as competições nacionais, como as Copas do Brasil e os Campeonatos Brasileiros.

  • Eventos culturais

Há a recomendação para cancelamento de atividades em cinemas, teatros e museus. Os eventos já autorizados no Rio terão os alvarás cancelados e o público será ressarcido.

  • Praias

Poderão ser interditadas. Inclusive, devido a lotação das praias no último final de semana, veículos do Corpo de Bombeiro, nesta segunda-feira (16), percorreram as praias pedindo para que as pessoas deixassem o local.

  • Isolamento domiciliar

Há a recomendação para que pessoas de baixa imunidade, que tenham asma, pneumonia, tuberculose, câncer ou que sejam doentes crônicos e transplantados, não saiam de casa.

  • Isolamento da cidade do RJ

Há a possibilidade de restrição excepcional e temporária de entrada e saída da cidade, por rodovias, portos ou aeroportos.

  • Detran RJ

Todos os licenciamentos de 2020 estão suspensos. O serviço só servirá para quem vai tirar licenciamento atrasado, de 2019 para trás.

As autoescolas e as clínicas, onde são feitos os exames para habilitação, estão fechadas. E, o atendimento para retirada de identificação civil, habilitação e documentação de veículos vai ser reduzido à medade.

Desenvolvimento de tratamento para o coronavírus e medidas de prevenção

Pesquisadores do Brasil desenvolvem uma vacina contra o coronavírus, o vírus responsável pela doença Covid-19. O modelo é diferente do empregado em projetos por pesquisadores de outros países, e tem perspectiva de testes em animais nos próximos meses.

O projeto é liderado por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Assim sendo, as partículas usadas na vacina são induzidas a carregar fragmentos do novo coronavírus e, assim, gerar uma resposta do corpo humano com segurança.

A saber, as máscaras (independentes do modelo) que são usadas pela população, só podem fornecer uma proteção adicional contra as maiores gotículas de fluidos corporais. Isto é, as partículas que saem de um espirro ou tosse. Assim sendo, elas não filtram o ar de maneira ideal. E portanto, não são suficientes para proteção.

Ademais, o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, afirmou que, caso as medidas de prevenção não sejam respeitadas, o coronavírus no RJ pode atingir 24 mil pessoas em um mês.

O coronel Roberto Robadey, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, explica que na atual progressão a expectativa é que, a cada sete dias, os casos registrados de contaminação por coronavírus se multiplicam por 10.

E, como consequência, com 24 mil casos, o quadro na rede de atendimento será caótico. Assim, serão 3,6 mil internações, sendo que 1,2 mil em CTIs. Entretanto, esse quadro pode ser evitado caso a população fique em casa.

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