Início da flexibilização ressalta cuidados em ambientes

Um decreto publicado no último dia 5, em edição extra do Diário Oficial, dá início à flexibilização do isolamento social no estado do Rio de Janeiro devido ao novo coronavírus. O texto, assinado pelo governador Wilson Witzel, libera a reabertura parcial de bares, restaurantes e shoppings centers, mas a prefeitura da capital do estado, por exemplo, a ainda não autorizou a reabertura. Mas, com tanto tempo fechado, vale pensar se os mesmos tomaram os devidos cuidados com a limpeza nesse período.

De acordo com o decreto, bares, restaurantes, shoppings centers e centros comerciais estão liberados para funcionar desde que respeitem o protocolo determinado pelo governo estadual. O mesmo, determina operar com 50% da capacidade, garantir fornecimento de álcool em gel 70% e exigir o uso de máscaras por parte dos funcionários e clientes. Os shoppings poderão funcionar de 12h às 20h e as áreas de recreação, como cinema, seguirão fechadas.

O governo também autorizou a abertura de pontos turísticos com a capacidade reduzida em 50% do público. Os cultos religiosos estão liberados, mas será necessário respeitar a distância de um metro entre os fiéis.

No início da flexibilização, as práticas esportivas em praias, lagoas e parques também estão autorizadas. Já, em relação ao esporte de alto rendimento, o governador liberou o retorno, mas sem torcedores.

Início da flexibilização, é preciso ter cuidado com o ar-condicionado

O ritmo acelerado de expansão do coronavírus pede cuidados extras em relação a diferentes características do cotidiano. Entre as medidas chamadas não farmacológicas, cresce a lista de precauções que devem ser observadas, sobretudo considerando os ambientes de convívio com as pessoas no grupo de risco.

A resistência do coronavírus em superfícies é um fator motivador para a limpeza dos sistemas de ar-condicionado. O processo de higienização é simples, devem-se respeitar protocolos amplamente divulgados. Serve água e sabão, álcool em gel ou líquido, ou qualquer outro tipo de biocida, afirma Arthur Aikawa, pesquisador e CEO da Omni-electronica, startup do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), para o site Estado de Minas Gerais.

Existe legislação específica com orientações para o setor. O Plano de Operação, Manutenção e Controle (PMOC) que delibera os parâmetros para a qualidade do ar, determinados por resolução do Ministério da Saúde e Anvisa. Isso é algo ainda mais frequente nesse período de pandemia. Entre os itens observados, níveis máximos de concentração dos poluentes mais conhecidos e de fácil detecção, entre eles o índice de gás carbônico e quantidade de fungos. As normas ficaram conhecidas como a Lei do Ar-condicionado. E, é voltada para qualquer tipo de ambiente de uso público e comum, como museus, bibliotecas, shopping centers e hospitais.

Fluxo do ar condicionado facilita transmissão pelo ar do novo coronavírus

Um estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Guangzhou, na China, levantou o debate sobre qual a distância que o novo coronavírus pode se espalhar no ar e qual o papel que ambientes fechados e mal ventilados têm na transmissão do vírus.

Eles concluíram que o fluxo de ar do aparelho de ar condicionado pode transmitir gotículas (partículas maiores que saem enquanto falamos, por exemplo) sejam levadas para mais longe do que o esperado (espera-se que elas atinjam uma distância menor do que um metro).

Além de concluírem que o fluxo do ar condicionado leva as partículas contaminadas para outros lugares e atinge outra pessoas, os pesquisadores também perceberam que a falta de ventilação do espaço e a lotação aumentam ainda mais a propagação do vírus. Eles reforçam que síndromes respiratórias costumam se propagar com facilidade em espaços mal ventilados e com aglomerações.

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