Eleições 2018: veja dicas para não se estressar

As eleições 2018 tem seu último dia hoje (28/10). Foram longos meses de diversas discussões nas redes sociais entre eleitores, e se no primeiro turno os debates já estavam quentes, no segundo estão muito mais. Para alguns, algumas conversas ficaram insustentáveis.

A neuropsicóloga Thaís Quaranta declarou ao Jornal Extra que “Nós temos que pensar uma vez antes de falar, duas vezes antes de fazer e três vezes antes de postar, porque as postagens nas redes sociais são para o resto da vida. Mesmo que você apague, uma pessoa pode tirar um print e você não terá como voltar atrás” . Segundo ela,  É importante debatermos política, mas é preciso perceber se o outro está disponível para ouvir. Caso contrário, é melhor evitar.

Foi isso que fez a jornalista e estudante de Mídias Sociais, Fernanda Félix. Ela nos conta que foi vítima de xingamento no Facebook por se posicionar politicamente, porém, decidiu não responder o agressor. Fernanda disse também diz ter visto muitas pessoas perdendo amizades por causa da disputa eleitoral. Algumas delas agredindo os outros sem mostrar o diferencial entre os candidatos rivais nas eleições 2018.

Eleições 2018 ressalta o debate sobre fake news

Para a psicóloga Ellen Moraes Senra, nesta eleição, o nível de desgaste emocional está infinitamente maior. As pessoas acabaram usando as redes sociais para mostrar falta de respeito pela opinião alheia. Nos últimos meses as redes sociais se tornaram verdadeiros ringues virtuais. Uma prova disso é manifestar o apoio a um candidato que acontecem bloqueios, xingamentos, e por aí vai.

Isso é o que também enxerga Rafael de Jesus, formado em Tecnologia da Informação. Para ele o caos está instaurado e o analfabetismo político está enorme. Segundo o tecnólogo, as pessoas não sabem o que argumentam e quando argumentam respondem, em sua maioria, com ofensas.

Outro tema bastante em alta e começou a ser discutido com força maior nessa eleição se chama fake news. Para a  chefe da missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Brasil, Laura Chinchilla, “O fenômeno que temos visto no Brasil talvez não tenha precedentes fundamentalmente por uma razão. No caso do Brasil estão usando redes privadas que é o WhatsApp. É uma rede que apresenta muitas complexidades para que as autoridades possam acessar e realizar investigações”.

 

Deixe uma resposta