Implante prevê menos desconforto contra a cegueira

Um novo método de implante ocular desenvolvido em Minas Gerais, na Fundação Ezequiel Dias (Funed), pode diminuir o desconforto, ter mais eficácia e menor custo. A grande novidade desse implante biodegradável e revestido por nanofibras é que permite a administração de dois fármacos, simultaneamente, no olho afetado. Com apenas 0,43 milímetros de diâmetro e de 4 a 6 milímetros de comprimento, o implante criado na Funed é colocado no olho com o uso de cânulas. Através dele, os medicamentos necessários ao tratamento são liberados gradativamente.

As previsões apontam que neste ano, 200 milhões de pessoas no mundo terão degeneração macular. Esse problema causa danos à área central da retina, região responsável pela alta resolução da visão. Em 2040, serão 300 milhões de pacientes com degeneração macular. O estudo desenvolvido na Funed, sob coordenação da farmacêutica e doutoranda em Nanotecnologia Farmacêutica Carolina Guerra, acaba de patentear o “Implante biodegradável revestido por nanofibras poliméricas para administração intraocular de fármacos”. O implante é uma inovação mundial, voltada ao enfrentamento da degeneração macular.

Segundo Carolina Guerra, para o site Hoje em dia, o dispositivo aplica doses menores de fármacos que outros similares existentes no mercado. Com isso, conta ainda a farmacêutica, há menos efeitos colaterais. E o novo equipamento tem também a vantagem de ser biodegradável, dispensando qualquer tipo de intervenção para a sua retirada. À medida em que é usado, vai se degradando no organismo do paciente.

A expectativa de Carolina Guerra é que a adesão ao tratamento com esse novo implante seja maior, tanto por ele gerar menos desconforto quanto pela previsão de que venha a custar menos. 

Implante ocular

Implantes e vacinas

Um dos tratamentos mais comuns para a degeneração macular são injeções intravítreas, que além de gerarem desconforto, têm alto custo, podem causar inflamação ocular e descolamento de retina. Também há outros implantes no mercado, mas nenhum que permita o uso simultâneo de dois fármacos e em doses menores, menos agressivas.

Para a chegada desse novo implante ao mercado, Carolina Guerra conta que faltam algumas fases na pesquisa. Ressalta que a expectativa é terminar uma boa pesquisa, para ver se consegue uma indústria que fabrique o produto futuramente.

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