Mitos dificultam o tratamento de idosos com depressão, entenda

Uma pesquisa realizada pela Pfizer e pelo Ibope, no segundo semestre de 2019, mostrou que os idosos com depressão têm mais vulnerabilidade por acreditar em mitos relacionados ao transtorno. O levantamento contou com respostas de mais de 2 mil pessoas em seis capitais brasileiras.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 5,8% dos brasileiros têm depressão. Sendo que, a prevalência quase dobra entre os que estão na faixa etária de 60 a 64 anos. E, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11,1% dos idosos têm depressão.

Além disso, a pesquisa chamada “Depressão, suicídio e tabu no Brasil: um novo olhar sobre a saúde mental” aponta que os idosos acreditam em mitos sobre a saúde mental e assim, dificultam o tratamento. O estudo foi divulgado junto a campanha “Se Cuida! Juntos na Quarentena“.

Dados da pesquisa relatam que 30% dos entrevistados com mais de 55 anos não sabem opinar (14%) ou acreditam (16%) que depressão seja “falta de Deus ou sinal de pouca fé“. Bem como, quando perguntados se concordavam com a frase “para vencer a depressão, basta ter uma atitude positiva perante a vida e alegria”, 34% disseram acreditar e 25% não souberam opinar.

Além disso, 14% acreditam que “quem é bem-sucedido no trabalho, no relacionamento amoroso e na vida social não desenvolve depressão” e 16% não souberam responder. Como também, uma a cada quatro pessoas coloca em dúvida a relação entre depressão e risco de suicídio. E, 25% dos idosos não estão convencidos de que pessoas que sofrem com depressão são mais propensas a tirar a própria vida.

Ademais, apesar das crenças em mitos, os idosos são os que mais se dizem à vontade para discutir o assunto. Segundo a pesquisa, 89% ficariam à vontade para falar sobre um diagnóstico de depressão na família.

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