Saúde

Pele de tilápia do Brasil pode ajudar vítimas da explosão em Beirute

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 12 de agosto de 2020
Pele de tilápia do Brasil pode ajudar vítimas da explosão em Beirute

A pele de tilápia pode ajudar as vítimas da tragédia que deixou 4 mil feridos e 100 mortos após uma explosão no porto de Beirute, no Líbano. Os pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) ofereceram 400 peles, mais de 40 mil cm² de seu estoque, para o tratamento dos libaneses.

A pesquisa sobre o uso da pele de tilápia em queimaduras é desenvolvida há seis anos pelo professor Edmar Maciel. Segundo ele, a pele de tilápia age como um curativo para queimaduras de 2º e 3º grau. Assim sendo, o uso acelera o processo de cicatrização, além de diminuir a dor do paciente. Por enquanto, mais de 350 pessoas já foram beneficiadas com o procedimento no Brasil.

De acordo com o professor Edmar Maciel, o tratamento por meio da pele de tilápia funciona como um curativo temporário e evita complicações, como contaminação pelo contato do ferimento com o meio externo. “Dependendo da profundidade da queimadura, a recuperação pode acontecer em um intervalo de 2 dias a até um mês e meio“, explica.

Em vários países do mundo, é comum o uso de pele de porco para queimaduras. Mas o professor Edmar explica que a pele de tilápia supera a do suíno na quantidade de colágeno e na resistência. Ele afirma também que por ser um animal aquático, o risco de transmissão de doença é menor do que os animais terrestres.

Como funciona a doação da pele de tilápia

O professor Edmar Maciel explica que as autoridades brasileiras e libanesas precisam autorizar os trâmites burocráticos para a doação acontecer. “O que podemos dizer é que nos prontificamos a doar e estamos no aguardo para que isso possa ser feito o mais rápido possível para ajudar no tratamento às vítimas“, conclui.

O professor também esclarece que há um lote de duas mil peles, o que equivale a 300 mil centímetros quadrado, para serem usadas exclusivamente em casos de grandes tragédias, no Brasil e no mundo.

Ademais, o armazenamento desse material pode durar até dois anos. Além disso, a liberação e transporte para o envio depende do órgão de cada região, ou país, que solicitar.

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