Candidatos suspeitos serão monitorados pela PF no RJ

Os candidatos suspeitos de ter relação com o crime organizado no Rio de Janeiro, serão monitorados pela Polícia Federal. A Informação foi divulgada pelo Ministro da Segurança Pública Raul Jungmann na última Quarta-Feira (05/09). Isso, durante a cerimônia de transferência do comando do Navio porta-helicópteros Atlântico, para o comando de operações navais no centro do Rio.

Jungmann ressaltou que “Representantes do crime organizado tem que ser impedidos de se eleger nas eleições de 2018. E que a Polícia Federal está monitorando candidatos ligados a facções criminosas no Rio “.

Candidatos suspeitos serão identificados

O Ministro Jungmann ressaltou sobre o monitoramento de candidatos suspeitos ao afirmar que. “Estamos concluindo um centro de cooperação e inteligência eleitoral, no âmbito da Polícia Federal, para monitorar e identificar quem são esses candidatos. E ao mesmo tempo evitar que cheguem ao mandato e se chegarem , sob a batuta do Tribunal Superior Eleitoral. Que é quem tem competência nesse caso para cassá-los e puni-los” .

Segundo o Ministro, no Rio de Janeiro há comunidades que somam aproximadamente 1,7 Milhão de pessoas que vivem em áreas controladas pelo tráfico , ou milícias. “Quem tem o controle do território, tem o controle do voto e elege os seus representantes. Então é preciso impedir que os representantes do crime organizado consigam se eleger. E caso se elejam, eles precisam ser cassados e punidos. É inadmissível que o crime tenha uma representação parlamentar.” Afirmou o Ministro.

Resultados da Intervenção

Durante a cerimônia,quando indagado sobre os resultados da intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro. Jungmann afirma que  “a situação melhorou, mas precisa ser mantida”.

“O Rio é mais ou menos o caso de um paciente com 41 graus de febre. Baixou de 41 para 39,38. Sem sombra de dúvida, reduziu mas a febre ainda é muito alta. É preciso voltar a normalidade, isso exige que sigam as diretrizes e o trabalho que a intervenção está fazendo no Rio de Janeiro”. Afirmou Jungmann, que acrescentou que acredita ser “muito difícil”, que a intervenção na segurança pública do Rio continue em operação após a sua data limite (31 de Dezembro).

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